? Prova marcada
A Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara Municipal de Bauru ficou bastante preocupada com o que foi apurado no concurso público para a função de economista realizado pela Fundação de Previdência (Funprev). O original da prova realizada pelo primeiro colocado no concurso, Gilmar Gimenes Campos, contém várias marcações, o que gerou dúvidas. Além disso, o candidato que obteve 100% na prova para economista ficou em apenas 15.º lugar no concurso para a vaga de vigia, que tem exigência de formação de segundo grau.
? Ação imediata
De posse do que foi apurado, a Comissão de Fiscalização pondera à presidência da Funprev que não homologue o concurso. A realização de novas provas, com a contratação de banca de elaboração e realização independentes, deveria ter sido o caminho tomado pela fundação, diante da proximidade entre candidato e integrantes do órgão para este concurso. Os critérios para realização de despesas em viagens internas também estão sob apuração.
? Horas extras
Outro ponto que a Funprev tem de corrigir de forma imediata é o critério para pagamento de hora extra. É preciso disciplinar e regulamentar o pagamento desses adicionais e eles não podem servir de garantia fixa de elevação dos ganhos. E que não venham falar em "acúmulo de serviço". A Funprev padece de um problema estrutural: o rodízio nas principais vagas de comando cria muita camaradagem e dificulta o controle. Além do revezamento no conselho, o órgão também se fragiliza quando há intenção eleitoral de quem o comanda. Um servidor, sozinho, recebeu mais de R$ 15 mil de horas extras de uma vez.
? Sem conversa
A direção do PC do B comenta que não conversou com nenhum partido para discutir coligação ou eleições do ano que vem. A integrante do comitê municipal do PC do B, Majô Jandreice, conta que a legenda "tem conversado informalmente com algumas pessoas da direção do PSB sobre candidaturas a vereança". O resto é especulação, muito própria do ambiente político no ano anterior à eleição.
? Viaduto/valor
O menor valor apresentado para o término da primeira alça do viaduto inacabado é da empresa Bema Empreendimento, Importação e Construções LTDA, de Piracicaba (SP). Ele quer concluir a obra por R$ 5.916.763,84, enquanto que a Construtora Passarelli LTDA, de São Paulo, apresentou proposta de R$ 7.287.285,29. A abertura da proposta comercial foi ontem. A Secretaria de Obras vai dizer se as planilhas atendem o edital ou não.
? Foi às comissões
O pacotão com criação de cerca de 240 cargos nas secretarias municipais de Saúde e Administração a partir de remendos nos PCCSs não foi votado na Câmara Municipal de ontem. O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) enviou, ontem, emendas para ampliar de 30 para 50 o número de técnicos administrativos, além de outras mudanças em anexos do projeto. Marcelo Borges (PSDB) solicitou que as emendas passassem pelas comissões. O governo não queria, mas a medida recebeu 10 votos favoráveis.
? Receio de Chiara
A vereadora Chiara Ranieri (DEM) estava receosa com o sobrestamento desse projeto. Isso porque nele estão inclusos os reajustes salariais aos tratadores de animais e reenquadramento de motoristas. Ela chegou a ser acusada pelo Sinserm de estar enrolando para liberar o projeto para a votação, mas o erro foi da prefeitura que não tinha mandado todos os documentos necessários para a tramitação da proposta.
? Antes ou depois?
No intervalo da sessão de ontem, Moisés Rossi (PPS) e o consultor jurídico da Câmara, Carlos Gobbi, protagonizaram um bate-boca em razão das emendas. O vereador reclamou que não tinha tomado conhecimento delas para serem votadas e afirmou que deveriam ter sido lidas no início da sessão junto com outros requerimentos que dão entrada na Casa.