08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

SAÚDE PÚBLICA


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Toda essa polêmica hipócrita e demagógica em torno das sacolas de plástico, como se realmente estivessem interessados em preservar a natureza e não na preocupação inconfessável de aumentar seus lucros, me levou a muitas reflexões. A principal delas se refere a imaginar como era a vida nos hospitais, clínicas e similares, antes do auspicioso e prático advento do plástico. Como faziam os médicos após o atendimento de cada paciente, com as luvas que então usavam, para não passar a contaminação para o paciente seguinte? E os frascos de sangue, plasma, leite e embalagens descartáveis de cada conjunto para aplicação de injeções, coletas de sangue, emplastros e medicamentos usados em curativos e tratamentos?

Após todas essas reflexões é que me compenetrei de que mais importante que o transporte e embalagens de mercadorias e mesmo a preservação do lixo para evitar o aumento de sujeira e criação de bichos peçonhentos, é o que sacolas plásticas, em seus vários tipos de utilização foram, acima de tudo, uma conquista para a preservação da saúde pública. Será que uma hipotética "salvação da natureza" é mais importante do que a própria sobrevivência do ser humano?

Isolina Bresolin Vianna