08 de julho de 2026
Geral

Livro comemora vitória contra hepatite C

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

A hepatite C se alastrou pela sociedade tornando-se uma realidade na vida de milhões de brasileiros. Um dos desafios é a convivência com a doença, passando por estágios de diagnóstico, tratamento e cura. Eli Angela Croffi de Camargo obteve o primeiro exame negativo para a presença do vírus da doença após a 12º semana de tratamento. Ela soube que estava infectada em 2004.

Hoje, aos 63 anos, se dedica a esclarecer e apoiar as pessoas infectadas pelo vírus da hepatite C, divulgando suas experiências no livro "Fio da vida - Uma luta contra a hepatite C", obra que relata uma história de superação em 176 páginas. O livro terá lançamento exclusivo para Bauru hoje, às 19h30, no auditório do Senac.

"Ela é silenciosa e você não fica passando mal. Então, dificilmente percebe a doença. Tem muita gente que não sabe e pensa que fica uma semana de molho e está bem", conta. Em 2004, durante uma intervenção cirúrgica sem relação com a hepatite C, o médico observou a coloração alterada de seu fígado. A análise do material colhido constatou a hepatite C.

Eli teve uma modificação completa em sua vida. Brigou durante um ano com um tratamento rigoroso, com injeções semanais para melhorar o sistema imunológico, e comprimido antiviral.

Ela não sabe ao certo como e quando se infectou. Eli relembra que é da geração em que não havia descartáveis - agulha e seringa -, também não era costume esterilizar os equipamentos de manicure e pedicure e não havia autoclaves usadas pelos dentistas. Ela lembra ainda que, antes de 1993, não havia um controle seguro da qualidade do sangue doado e utilizado em diversas aplicações médicas.

Eli comenta que se tratou, durante 30 anos, com a homeopatia, procedimento que acredita ter colaborado para suportar os efeitos da medicação, como náuseas. "É bem pesado", avalia.

O Brasil pode ter cerca de 4 milhões de pessoas contaminadas pelo vírus da hepatite C, de acordo com projeções da direção da organização não-governamental (ONG) "C Tem que Saber, C Tem que Curar", de São Manuel (69 quilômetros de Bauru). A estimativa foi divulgada na edição do JC de 5 de abril deste ano, quando do anúncio de uma parceria da ONG com o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) para realizar campanha gratuita de detecção da doença.

O teste para detecção da hepatite C é rápido por meio da coleta de sangue da ponta do dedo e o resultado fica pronto em apenas três minutos.