Mesmo depois de ter passado quatro dias sob os olhares de médicos e inclusive ficado também na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Beneficência Portuguesa de Bauru, o estudante Giovanni Comora Silva, 19 anos, agredido em uma boate na última quinta-feira, ainda sofre com perda de memória recente.
Do momento da agressão ele não se lembra de nada. De acordo com a mãe do jovem, Rita de Cássia Comora Silva, Giovanni ainda sente muitas dores no rosto. O estudante da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOB-USP) de Bauru teve fratura de malar e de nariz, traumas que provocaram a deformação de parte do lado esquerdo de seu rosto.
"Ele ainda sente muitas dores e não se lembra de nada do momento da agressão. Ele disse apenas que lembra que se dirigiu até o banheiro. Eu vou até o fim para esclarecer esse caso. O que ele tem ainda é perda de memória de coisas que acontecem diariamente. Mas espero que ele se recupere bem", disse Rita.
Giovanni teve alta na tarde de anteontem e logo foi para seu alojamento no campus da USP, onde permaneceu com os pais até ontem. A primeira indicação médica era que ele permanecesse na cidade, no entanto, a mãe achou melhor levá-lo para São Paulo para descansar e terminar a primeira semana de tratamento. Segunda-feira ele volta para Bauru.
"Apesar dos ferimentos e da dor, ele já quer retomar às aulas. Mas acho que agora ele deve descansar. Não vou procurar um bucomaxilo porque no Centrinho existem ótimos profissionais. O neurocirurgião ainda continuará sendo o mesmo que o atendeu desde o início. O que eu vou procurar com mais urgência é um oftalmologista, porque ele pode ter tido um descolamento na retina por conta da agressão no olho", acrescentou a mãe de Giovanni.
Investigação
De acordo com o delegado titular do 3º Distrito Policial (DP) de Bauru, Milton Bassoto Júnior, as investigações seguem aceleradas. "Nós estamos muito empenhados em descobrir logo quem foi o agressor. Já ouvimos muitas testemunhas e temos fotos de vários suspeitos".
Rita de Cássia acionou o auxílio de um advogado para acompanhar o caso. "Comecei a ficar preocupada porque os depoimentos das testemunhas estão conflitantes. Cada hora é uma versão e preciso de alguém daqui da cidade para cuidar do caso. Não vou descansar. Vou até o fim porque continuo achando que foi uma tentativa de homicídio", opinou.
Apesar do apelo da mãe, Bassoto salienta que o caso continua sendo considerado como lesão corporal que pode evoluir para grave ou gravíssima se restarem sequelas. O delegado pede que, quem souber informações sobre o caso, entre em contato com a Polícia Civil através do telefone (14) 3224-2622. "Qualquer informação é válida. Não precisa comparecer aqui, pode ser pelo telefone mesmo e a identidade será mantida em sigilo", esclareceu Bassoto.