09 de julho de 2026
Nacional

Congonhas se desfaz de Boeings da Vasp encostados há sete anos

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - O aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, começou ontem a se desfazer do que restou dos aviões da Vasp. Quatro Boeings 737-200 encostados há sete anos serão os primeiros a serem desmontados e guardados para, depois, ir a leilão.

Será o fim da relação da companhia com o "campo da Vasp", como ficou conhecido Congonhas nos primeiros anos pós-inauguração, em 1936.

Os 737-200 estão parados no aeroporto desde setembro de 2004. Em janeiro do ano seguinte, a Vasp interrompeu suas operações. A Justiça decretou a falência da companhia em 2008.

Em fóruns da Internet, aficionados em aviação se articulam para arrematar as peças. Os lotes devem ser leiloados por cerca de R$ 50 mil.

Uma parceria entre governo federal e Conselho Nacional de Justiça permitiu a retirada dos aviões, que chegaram à Vasp entre 1972 e 1974. Há outros seis aviões da Vasp em Congonhas, entre os quais Airbus A-300, recebidos zero quilômetro em 1982 e usados em voos de média e longa distância, como rotas internacionais. Eles ainda não estão liberados pela Justiça para desmonte.

A Vasp ocupa cerca de 10% de Congonhas. A área livre será usada para ampliar o aeroporto. A Infraero pediu autorização ao Conpresp (conselho municipal de patrimônio histórico) para demolir estruturas antigas do aeroporto, entre eles um prédio da empresa.