Muammar Gaddafi prometeu na quarta-feira lutar até a morte ou a vitória, depois de ser forçado a abandonar seu quartel-general em Trípoli, num golpe aparentemente decisivo dos rebeldes líbios contra o seu regime de 42 anos.
Rebeldes vasculharam o complexo governamental de Bab al Aziziya, tomando armas e destruindo símbolos ligados a um governante cuja queda há de transformar a Líbia e abalar outros autocratas árabes que enfrentam rebeliões populares.
Em pronunciamento a meios de comunicação governistas, Gaddafi disse que a retirada foi uma manobra tática, depois de o QG ser atingido por 64 bombardeios da Otan, e prometeu o "martírio" ou a vitória na sua guerra de seis meses contra a aliança ocidental e inimigos locais.
Conclamando os líbios a limparem as ruas de traidores, ele disse que andou por Trípoli sem ser notado. "Saí um pouco por Trípoli discretamente, sem ser visto pelas pessoas, e (...) não senti que Trípoli estivesse em perigo", afirmou.
Seu paradeiro após deixar Bab al Aziziya, talvez usando uma rede de túneis até bairros próximos, continua desconhecido, mas ele parece ter estado na capital, ao menos até recentemente.