09 de julho de 2026
Política

Prefeito decide ampliar contrato de seguranças

Vinícius Lousada
| Tempo de leitura: 4 min

A Prefeitura de Bauru está ampliando a contratação de empresas que prestam serviços de guarda armada em alguns imóveis. Depois de ter optado pela contratação de empresa de segurança para as áreas de Administração (almoxarifado) e Educação (almoxarifado e escolas), o governo local agora estende esse tipo de serviço para as unidades de saúde (UPAs).

O Pronto-Socorro Central/Infantil foi o primeiro ponto onde o sistema de segurança foi adotado. No entanto, a Secretaria municipal de Saúde está ampliando o serviço para as três primeiras Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade e no prédio do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest).

Antes disso, o JC antecipou que a administração já havia contratado guarda armada para os almoxarifados e a Secretaria municipal de Educação anunciara a medida em 30 unidades escolares. Em 2012, a intenção é ampliar o serviço para outras unidades na periferia, onde o vandalismo e furtos tem gerado prejuízo.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Fernando Monti, a segurança armada nas UPAs têm como objetivo garantir a ordem nesses locais, privando funcionários e pacientes de situações indesejáveis. Em relação ao Cerest, o titular da pasta explica que a implantação do serviço foi solicitada pelo Conselho Intersindical ligado ao órgão.

A assessoria de imprensa da prefeitura informou que a guarda armada nos novos pontos deve ser iniciada em até 30 dias, após a conclusão dos trâmites contratuais. A modalidade para a contratação da empresa vencedora, a Portal P Serviço de Vigilância LTDA-EPP, de Botucatu, foi a de registro de preços. Quando todos os pontos previstos pelo contrato receberem o serviço, o custo mensal aos cofres públicos será de R$ 189.385,16.

A guarda armada vai atuar nos prédios da Saúde de forma ininterrupta, com turnos de 12 horas (das 7h às 19h e das 19h às 7h). O PS Central e cada uma das UPAs contarão com quatro profissionais em cada turno. Já no prédio do Cerest terá apenas um segurança.

A implantação do serviço no PS Central/Infantil, na UPA do Mary Dota e no Cerest serão imediatas após a conclusão da contratação da empresa. Já as outras duas UPAs previstas no contrato, do Bela Vista e do Ipiranga, ainda não foram entregues pelo governo municipal. No entanto, enquanto isso não acontece, o Pronto-Socorro da Bela Vista, que será desativado após a inauguração da nova unidade no bairro, receberá a guarda armada.

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Armas não letais


Apesar da contratação e ampliação da guarda armada em imóveis da Secretaria de Saúde, haverá uma remodelação no serviço, inclusive no PS Central/Infantil, onde ele já existia. Ar armas utilizadas pelos seguranças não serão letais. Segundo Fernando Monti, os profissionais estarão munidos com armas como cassetetes e gás de pimenta.

O secretário acredita que nas estruturas da pasta a utilização de armas de fogo não é necessária, como acontece nos almoxarifados do municípios. "Nas unidades de saúde, precisamos de outro formato de segurança. Nosso problema não é com furtos, como ocorre nas escolas, por exemplo". Além disso, Fernando pontua que a modalidade de segurança reduz os custos diante do serviço com armas letais.

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Escolas vão ter guarda armado


No mês de junho desse ano, a Secretaria municipal de Educação confirmou que contrataria serviço de guarda armada para 30 das 86 unidades de ensino do município, conforme antecipou o JC. As escolas atendidas seriam definidas de acordo com a incidência de furtos e atos de vandalismo, pois o orçamento não suportaria a implementação do sistema em todas as escolas. Os seguranças armados devem atuar nas unidades escolares apenas no período noturno.

Os estabelecimentos de ensino do município são alvos constantes de vândalos e ladrões. A edição de ontem do Jornal da Cidade trouxe a discussão sobre o tema após a Emei Maria Conceição Coimbra Gelonese, no Jardim Rosa Branca, ter sido invadida e furtada pela décima vez somente nesse ato. Os boletins de ocorrência referentes a escolas já são 43 em 2011. No último fim de semana, ao menos duas unidades registraram casos semelhantes.

Também em junho, o governo municipal contratou uma empresa de Ribeirão Preto, a R$ 32 mil por mês, para fornecer seguranças armados ao complexo localizado no Jardim Redentor, que abriga o almoxarifado central da prefeitura e o imóvel da merenda escolar municipal, além do almoxarifado da Educação, no Jardim Contorno.

A ampliação da contratação de segurança armada pode esfriar as negociações entre a Polícia Militar (PM) e a prefeitura para que seja firmado o convênio da atividade delegado, na qual policiais em horários de folga prestam serviços ao município. A medida também enfrenta resistências na Câmara Municipal, que precisa aprovar a parceria.