É uma pena que certos setores do município de Bauru tratem a legislação brasileira com pouco caso e ainda fazem do Cerrado o vilão de toda a discussão. Se as empresas possuem terrenos e não podem construir, provavelmente é porque a área ficou abandonada, a vegetação cresceu e, independente disso, surgiu "a tal lei do Cerrado".
As empresas devem buscar áreas alternativas para construir, como construções abandonadas ou locações com atividades encerradas, por exemplo, para que as áreas com vegetação sejam poupadas e garantam nossa qualidade de vida. Ser uma cidade favorecida pelo comércio garante desenvolvimento econômico, porém é desanimador como os donos dos estabelecimentos comerciais encaram o plantio de árvores em frente a sua fachada. E quando realizam projetos de arborização/recomposição, a maioria planta espécies exóticas, de pequeno porte, não dão manutenção e não seguem as diretrizes de espaçamento. Enquanto a postura dos empresários não mudar em relação à importância dos fragmentos e de cada árvore na área urbana, não teremos desenvolvimento sustentável em Bauru.
Anahi Ricaldes - estudante de biologia