09 de julho de 2026
Nacional

Sandra de Sá critica CPI do Ecad e Ivan Lins defende fiscalização

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Brasília - Os músicos Ivan Lins e Sandra de Sá prestaram depoimento na tarde de ontem à CPI do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), no Senado. A comissão pretende investigar supostas irregularidades na entidade, que cuida dos direitos autorais no Brasil.

Sandra de Sá disse que falta mobilização dos artistas para discutir os direitos autorais e reclamou da inadimplência. A cantora integra a diretoria da União Brasileira de Compositores (UBC), uma das seis entidades que, junto ao Ecad, faz a gestão dos direitos.

Segundo ela, existe pressão sobre a classe na hora de cobrar de emissoras e produtoras o valor devido pela execução das músicas. "O artista fica com medo de pedir o recibo (de pagamento dos direitos autorais) e de repente não ser mais contratado para se apresentar, ir para a geladeira."

Sandra de Sá criticou, ainda, a própria realização da CPI. "Em vez de a gente ficar aqui falando uma série de coisas, vamos sentar todo mundo junto e conversar: usuário, criador, Ecad, sociedade. Inclusive vai ficar mais barato do que esse circo todo (CPI)."

O cantor Ivan Lins, que integra o Grupo de Ação Parlamentar (GAP) Pró-Música e do movimento Terceira Via para os Direitos Autorais, defendeu a continuidade do Ecad, porém sob fiscalização do governo. "O que acontece no Ecad é que, ao longo do tempo, tanto a ética quanto a transparência ficaram feridas. O país está cheio de esperto, cheio de malandro. Quanto mais fiscalização, maior a transparência", afirmou.

O cantor também reclamou dos critérios adotados pelo Ecad na distribuição do dinheiro, que, segundo ele, "premiam o jabá" - suborno pago às rádios para tocar a música de um artista específico.