11 de julho de 2026
Regional

Vereador sugere uma comissão para análise do "caso rodoviária"

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Barra Bonita - Proposta apresentada pelo vereador Marcos Oliveira dos Santos (PP) recomenda a formação de uma comissão com membros do Poder Legislativo para analisar o caso envolvendo a demora na entrega da nova rodoviária de Barra Bonita (68 quilômetros de Bauru). A Prefeitura, que não recebeu a obra, alega quebra de contrato por parte da empresa Direct Engenharia. Representantes da construtora, no entanto, afirmam que todos os termos foram cumpridos.

Pelo acordo estabelecido entre as partes e o juiz de direito da 2ª Vara, Marcus Vinícius Bachiega, a Direct deveria realizar, entre outros serviços, a revisão das placas de PCV do forro. O Executivo afirma que o problema não foi solucionado e a Justiça deverá novamente intervir no assunto. Santos diz que é obrigação da Câmara se posicionar a respeito e comparou o episódio a uma novela. "Cada uma das partes apresenta uma versão. E quem perde com isso é a população, pois a obra foi construída com dinheiro público", diz. O parlamentar sugeriu que uma comissão formada por membros da Câmara se reúna com representantes do departamento de Obras e Serviços da prefeitura e da empresa para analisar as medidas cabíveis.

"Temos que estudar o que realmente está acontecendo, se é o prefeito que não quer receber a obra ou se há irregularidades no prédio. O que não pode acontecer é uma obra de valor tão alto (R$ 2 milhões) ficar deteriorando, enquanto não temos uma rodoviária para a população usar", desabafa.

Flávio Henrique Teixeira de Oliveira (PV) lembrou de requerimento apresentado por ele em abril onde pede informações sobre o contrato firmado entre o poder público e a empresa. "A Prefeitura não respondeu a contento, mas como foi feito um acordo, resolvi aguardar o desfecho das negociações", afirma. "Mas, tendo em vista o que está acontecendo, vou pedir a complementação dos dados que foram requeridos naquela época. Somos uma cidade turística sem rodoviária". Christa Pelikan Teixeira (PPS) ressalta que o Executivo não pode receber a obra na situação atual. "O poder público não poderá contratar outro serviço para fazer a reforma da rodoviária devido a prazos de garantia", pontua.

"O buraco da pia, por exemplo, é de uma dimensão diferente da torneira, que fica bamba. Todo o acabamento está muito mal feito. Temos fotos que comprovam essa situação. O grande problema é que a empresa precisa entregar a obra com base no último acordo, em condições de uso", explica. Segundo o presidente da Câmara, José Jairo Meschiato (PRB), vereadores e representantes da prefeitura deverão se reunir na tarde de hoje, na sede da rodoviária, para discutir a situação.