08 de julho de 2026
Bairros

Gaeco prende quadrilha de tráfico

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Uma quadrilha de tráfico de entorpecentes e estelionato foi desarticulada ontem em uma operação do Ministério Público (MP), por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Polícia Militar (PM). Os promotores do Gaeco e policiais militares cumpriram oito mandados de prisão e oito de busca e apreensão em Bauru e Avaí. Uma pessoa está foragida.

De acordo com as apurações do Gaeco, a quadrilha era chefiada por um traficante que agia na região do Mary Dota e mantinha ramificações com pessoas do grupo em Avaí.

Em nome de "laranjas", os criminosos movimentavam contas bancárias e adquiriam bens para revenda. Um VW Fox, comprado no esquema criminoso, estava em nome de um "laranja" e foi apreendido na operação. Conforme apurou o Gaeco, a quadrilha montou um esquema de falsificação de documentos para abrir contas bancárias em nome de terceiros e obter cartões de crédito. Desta forma, adquiriam mercadorias e bens para revenda.

Segundo os promotores do Gaeco, parte da quadrilha agia pelo menos há cinco anos e outras pessoas têm envolvimento mais recente. O esquema de tráfico de drogas e estelionato foi definido pelos promotores como em formato de pirâmide, com um traficante gerenciando as ações, mas sem manter envolvimento com os entorpecentes.

No início da manhã de ontem, o Ministério Público, auxiliado por policiais militares de Bauru, Pirajuí e Avaí, prendeu oito pessoas e apreendeu entorpecentes e provas dos crimes. Cinco prisões foram feitas em diferentes lugares de Bauru e três detenções em Avaí.

De acordo com os integrantes do Gaeco, um dos presos em Avaí foi liberado por ter colaborado com informações. Ele também foi isentado pelos demais investigados de participação nos crimes. Durante todo o dia de ontem até o início da noite, os detidos prestaram depoimentos ao Gaeco, em Bauru.

Os integrantes do MP prosseguirão as investigações com análise do material apreendido ontem, as declarações dos investigados e as provas já colhidas. As investigações ocorrem sob sigilo, sem divulgação dos nomes à imprensa.