11 de julho de 2026
Nacional

Mortalidade infantil caiu 61,8% nos últimos 20 anos em São Paulo


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São Paulo - A mortalidade infantil no Estado de São Paulo caiu 61,8% nos últimos 20 anos e atingiu, em 2010, o menor nível da história: 11,9 óbitos para cada 1.000 nascidos vivos. Esse índice envolve crianças com menos de 1 ano.

Os dados foram anunciados ontem pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) e constam do balanço realizado pela Secretaria de Estado da Saúde em parceria com a Fundação Seade.

A mortalidade infantil é o principal indicador de saúde pública segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Países desenvolvidos mantêm esse valor abaixo de dez - e essa é a meta do governo do Estado.

Segundo o levantamento, em 1990, a taxa de mortalidade infantil no Estado de São Paulo era de 31,2 óbitos por cada 1.000 nascidos vivos. No ano 2000, esse valor caiu para 17 óbitos por mil.

No ano passado foram 11,9 mortes por 1.000 - o que significa, segundo o governo, que 4,8 mil mortes de crianças com menos de um ano foram evitadas.

"Queremos que a mortalidade seja inferior a dez para cada 1.000 nascidos, mas não temos como estabelecer um prazo para isso. Nossa proposta é reduzir a taxa em regiões em que a mortalidade continua alta. Reduzir na média geral seria muito mais fácil", afirma Tânia Lago, coordenadora de Saúde da Mulher da secretaria.

Entre as razões para a redução na mortalidade estão o aprimoramento da assistência ao parto e à gestante, a ampliação do acesso ao pré-natal, a expansão do saneamento básico e a vacinação em massa de crianças pelo SUS.

Dentre os municípios paulistas, os que tiveram as menores taxas de mortalidade infantil foram Barretos, São José do Rio Preto, São Carlos, São Caetano do Sul e Paulínea, com taxas próximas de 7,5.

As cidades com maiores taxas - bem mais que a média do Estado - são Avaré (21,8), São Roque (20,8), Ibiúna (19,4), Guarujá (19,2), São Vicente (19,1) e Itapeva (19).

As regiões mais problemáticas, com taxas de mortalidade próximas de 20, são Baixada Santista, Sorocaba e Taubaté. Segundo Tânia, o maior problema ainda é o baixo desenvolvimento social e econômico das regiões, embora problemas na qualidade do pré-natal e da assistência ao parto também existam.

"É um conjunto de fatores. Essas mulheres fazem cerca de seis consultas de pré-natal durante a gestação, por exemplo, mas ainda temos dificuldades para fixar um neonatologista experiente nessas regiões. E é para isso que vamos trabalhar", diz Tânia.