09 de julho de 2026
Internacional

Ataque em cassino no México mata 53; presidente promete combate


| Tempo de leitura: 1 min

Caracas - Homens armados invadiram um cassino na cidade de Monterrey (México), distribuíram um líquido inflamável e atearam fogo no local matando asfixiadas ou calcinadas 52 pessoas e ferindo ao menos outras dez, anteontem.

O atentado ocorreu antes das 16h (18h no Brasil) e está sendo considerado pelo governo mexicano como um dos piores massacres contra a população civil desde a escalada da violência ligada ao narcotráfico, em 2006. "Não são delinquentes comuns. São terroristas", disse o presidente do México, Felipe Calderón, que decretou três dias de luto oficial.

O mandatário mexicano atacou os EUA, maior consumidor de entorpecentes, pedindo o fim do contrabando de armas americanas. "Eles não são e nem podem ser donos de nossas ruas, de nossas cidades, de nosso futuro", disse. Calderón, alvo de crescentes críticas por sua política de combate ao crime organizado, disse que o governo redobrará a aposta contra os cartéis da droga.

Desde 2006, 42 mil pessoas já morreram na "guerra ao narcotráfico" deflagrada por Calderón, que decidiu enviar os militares na luta contra o crime organizado. A pressão policial e militar contribuiu para recrudescer a disputa entre cartéis pelas rotas de exportação das drogas e outros negócios - incluindo cassinos e casas de apostas, pontos de lavagem de dinheiro.

Além do narcotráfico, o cartel exige "vacina" - extorsão em troca de imunidade contra ataques.