11 de julho de 2026
Nacional

Médicas de Rio Preto são denunciadas por homicídio culposo


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Presidente Prudente - As médicas Flávia Leite de Souza, 30 anos, e Érika Rodrigues Pontes, 38 anos, foram acusadas formalmente pela morte da estudante Luana Neves Ribeiro, 21 anos. Ela morreu no dia 4 de julho em procedimento para doar medula no Hospital de Base, em São José do Rio Preto.

O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou as duas médicas por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Já a enfermeira Ana Carolina Costa Roma, de 24 anos, e a auxiliar de enfermagem Mirela dos Santos Mesquita, de 29, responderão por omissão de socorro. Agora, o juiz da 3ª Vara Criminal, Diniz Fernando Ferreira da Cruz, decidirá em dez dias se aceita ou não a denúncia apresentada pela promotora Juliana Beschomer Coelho.

Se o magistrado aceitar a denúncia, as médicas, que também foram indiciadas pelo mesmo delito pela Polícia Civil, responderão pela morte da universitária. Elas poderão ser condenadas de um a três anos de prisão. "Acho pouco (a pena), elas (as duas médicas) mataram uma pessoa e acabaram com a família dessa pessoa (Luana), elas também me mataram, não quero prisão, elas deveriam ser proibidas de exercer a profissão, deveriam ter o registro cassado. Eu acuso as duas de matarem a minha filha, a mãe está inválida", desabafou a doméstica Cirça Aparecida Neves de Oliveira, de 46 anos, mãe de Luana. "Elas foram irresponsáveis, incompetentes e negligentes. Veterinário tem mais amor pelos animais do que elas pelos pacientes", atacou, esclarecendo que as médicas "demoraram 1h15 para prestar socorro" à Luana.

Dona Cirça é viúva e mora em Promissão. Ela disse que não consegue trabalhar desde que a filha morreu há quase dois meses. "Estou sem vontade de viver, não trabalho e não como faz três dias", afirmou, observando que toma calmante tipo "sossega leão" para dormir. "São dois calmantes fortes", diz chorando.

Para rebater as críticas de dona Cirça, que em setembro deverá entrar com pedido de indenização, o Grupo Estado procurou o Hospital de Base. "Não vamos nos manifestar sobre a posição da mãe", informou a Assessoria de Imprensa. Já sobre o indiciamento, a assessoria comentou que a diretoria do hospital vai aguardar "as decisões da Justiça e das instituições que acompanham o caso". Comissão do hospital fez relatório, mas ele não foi divulgado para a imprensa.