09 de julho de 2026
Internacional

Mais fraco, furacão Irene chega aos EUA


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Nova York - O furacão Irene chegou na manhã de ontem aos EUA, com menos força que nos dias anteriores, mas ainda trazendo riscos de fortes inundações, quedas de árvores e falta de energia para uma região que inclui Estados com grande população.

Segundo autoridades da Carolina do Norte, duas pessoas morreram ontem por causa do furacão: um homem atingido por um galho de árvore e outro que teve um ataque cardíaco enquanto protegia sua casa.

O furacão chegaria ontem à noite a Nova York, o primeiro a atingir a cidade desde 1985. Ao entrar no país, o Irene tinha velocidade de 137 km/h, o que o põe na categoria um, o menos intenso na escala dos furacões.

Ao menos 200 mil residências ficaram sem luz ontem, e em algumas cidades litorâneas a água já havia tomado conta das ruas.

O presidente americano, Barack Obama, que encurtou suas férias para voltar a Washington, declarou estado de emergência em Nova York, Nova Jersey, Massachusetts, Connecticut, Carolina do Norte e Virgínia.

A medida autoriza as agências federais a coordenar as ações para minimizar o impacto do Irene e também as medidas de ajuda.

Pelo menos 2,3 milhões de pessoas nesses Estados receberam ordem de retirada de suas áreas pelos riscos de inundação.

Na cidade de Nova York, a ordem era que 373 mil pessoas fossem para casas de parentes e amigos ou buscassem os abrigos públicos, segundo a prefeitura.

A estimativa oficial na manhã de ontem era que apenas 400 pessoas tinham ido para os abrigos, mas esse número deveria crescer -eles estão preparados para receber 70 mil pessoas.

"Ficar é perigoso, ficar é bobagem, e é contra a lei", disse o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, em entrevista realizada em Coney Island. "A hora de sair é agora", acrescentou.

Até por volta das 11h de ontem (12h no horário de Brasília), havia ainda muitas pessoas nas ruas de Nova York, as filas nos mercados eram intensas (biscoitos, água e pilha eram produtos difíceis de serem encontrados) e parte do comércio nem abriu suas portas, como a Bloomingdale?s, um dos destinos favoritos dos brasileiros.

"Não acho que vá ser assim tão ruim. Amanhã (hoje) não vou sair de casa, mas hoje (ontem) parece que vai ficar tudo bem", afirmou Cecilia Clearwater, 36 anos, que caminhava pelas ruas de Manhattan com seu bebê.

Já o alfaiate Reza Nasser, 65 anos, disse que iria para casa pela manhã de ontem e não sairia mais. "Ninguém sabe o que vai acontecer, está todo mundo com medo."

Em Washington, repleta de turistas nesta época, o governo local declarou emergência e ordenou à população que preparasse kits de fuga e se protegesse, embora a cidade não esteja na rota inicial do furacão.