09 de julho de 2026
Nacional

Grupos agem igual à gangue das meninas


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São Paulo - Os dois grupos de crianças e adolescentes apreendidos na Vila Mariana nos últimos dias têm perfis bem distintos. Enquanto o primeiro, só de meninas, era habitué do bairro da zona sul, o segundo apareceu por lá após a retirada do primeiro das ruas.

Protagonista do quebra-quebra no Conselho Tutelar do bairro, o segundo grupo diz ter escolhido a área para ocupar o espaço deixado pela "gangue das meninas".

"As cinco meninas e os dois meninos disseram que vieram para cá quando viram que as outras garotas foram tiradas de circulação pela polícia", relata a conselheira tutelar Ana Paula Borges.

O segundo grupo é mais violento, sem vínculos familiares e se drogava com solvente. Boa parte já tinha passagem pela Fundação Casa, com histórico de outras infrações. A "chefe" tem 10 anos.

No dia em que foram apreendidos, após assaltar um hotel, os sete estavam sob efeito de tíner e ainda derramaram o solvente na roupa para continuar se drogando.

A presença de câmeras de televisão foi estopim das cenas de violência no Conselho Tutelar e na delegacia. "Eles queriam aparecer na TV e faziam questão de dizer que não eram a ?gangue das meninas?, mas a "do hotel?", relata a conselheira Kátia Souza.

"Quando viam as luzes dos refletores, era como se ouvissem: ?Ação?", emenda a conselheira Ana Paula Borges.


No Itaim


Um terceiro grupo também agiu na avenida São Gabriel, no Itaim Bibi (zona oeste), na última terça-feira.

Eram quatro crianças, na faixa dos 9 a 12 anos, que entraram em uma chocolateria e começaram a pegar os bombons e jogá-los uns para os outros, enquanto duas funcionárias tentavam colocar ordem na casa.

A única menina da turma não participou da bagunça e foi direto para a cozinha, onde se sentou num degrau do chão e pediu um copo d?água. Ela aparentava estar dopada, segundo as funcionárias.

De lá, o grupo passou por uma banca de revistas, uma lanchonete e uma padaria. Tentaram pegar biscoitos e cigarros, mas, na aproximação dos adultos, desistiam da ação e saíam correndo. O grupo não chegou a ser encaminhado ao Conselho Tutelar.