Fairfield - Nova Jersey e Vermont enfrentam ontem sua pior inundação em várias décadas, um dia depois da passagem do furacão Irene, que causou chuvas fortes, arrastou casas e deixou bairros inteiros submersos. Poupada da pior fúria do Irene, a cidade de Nova York voltou ao trabalho ontem, apesar do transporte público parcialmente paralisado e da falta de energia que atinge 100 mil casas e empresas na região metropolitana.
Mais de 12 mil voos foram cancelados na Costa Leste dos Estados Unidos, e a normalização dos serviços pode levar três dias, segundo a Associação do Transporte Aéreo. Ao todo, cerca de 5,5 milhões de lares e empresas continuam sem energia no trecho de litoral entre a Carolina do Norte e o Maine, e as empresas dizem que em alguns lugares o conserto pode levar semanas.
O prejuízo total pode chegar a US$ 20 bilhões, segundo Beth Ann Bovino, economista-sênior do Standard & Poor?s. Muitos desses danos podem não estar cobertos por seguros, já que as apólices para moradias geralmente não cobrem inundações.
O saldo de mortes causadas pela passagem do furacão Irene na Costa Leste dos Estados Unidos subiu ontem para ao menos 29, segundo autoridades locais, em pelo menos dez Estados americanos atingidos pelos ventos e pelas fortes chuvas. A maioria das mortes ocorreu por causa de quedas de árvores, acidentes de trânsito e inundações. O Irene segue rumo ao norte e chegou mais fraco ao Canadá.
Em Fairfield, Nova Jersey, cerca de 20 casas perto do rio Passaic ficaram cobertas por até 1,5 metro de água. Alguns moradores saíram de lá com água pelo peito ou em botes. Testemunhas disseram que foi a maior inundação de que se tem lembrança no lugar, superando as de 1968 e 1984.