Quando ainda não havia eletricidade nas antigas fazendas de café, a iguaria do cotidiano para acompanhar o arroz e feijão era o bacalhau. Somente quando havia visita importante e/ou alguma data a comemorar é que o fazendeiro mandava matar galinha, porco, peru ou até boi, conforme a importância do visitante.
Naquela manhã, ou ouvir o barulho e ver a chegada de um automóvel da cidade, a cozinheira foi perguntar para dona Cecília se mandava matar alguma carne para o almoço.
- Não, Petronilha, é só um grupinho de vereadores da cidade. Para quem é, bacalhau basta....
Isolina Bresolin Vianna