09 de julho de 2026
Internacional

Potências liberam bilhões para reconstrução


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Paris - Líderes mundiais concordaram ontem em liberar mais vários bilhões de dólares para que o governo provisório da Líbia restaure serviços vitais e comece a reconstruir o país, assolado por 42 anos de ditadura e seis meses de guerra civil.

Em seu primeiro pronunciamento ao mundo desde que as forças rebeldes tomaram Trípoli e expulsaram o governante Muammar Gaddafi, os líderes do Conselho Nacional de Transição (CNT) agradeceram o apoio das potências ocidentais e conclamaram os líbios a uma transição pacífica.

No dia em que se completam 42 anos do golpe de Estado que derrubou o rei Idris e levou Gaddafi ao poder, potências ocidentais - principalmente França e Grã-Bretanha - prometeram manter seu apoio militar ao CNT enquanto for necessário, mas disseram que o foco agora é a reconstrução.

Por causa de sanções da ONU a Gadadfi, bilhões de dólares do patrimônio líbio no Exterior estavam congelados nos últimos meses.

Segundo Sarkozy, US$ 15 bilhões já estão sendo liberados. A cifra inclui US$ 1,5 bilhão que estavam congelados nos EUA, US$ 1,5 bilhão na Grã-Bretanha, 1,5 bilhão de euros (US$ 2,16 bilhões) na França, 2,6 bilhões de euros na Itália, 1 bilhão de euros na Alemanha e 700 milhões de euros na Holanda.

Mustafa Abdel Jalil, chefe do CNT, disse às delegações de cerca de 60 países e organizações internacionais que a Líbia não irá decepcioná-los. "O mundo apostou nos líbios, e os líbios demonstraram sua coragem e realizaram o seu sonho", disse ele.

A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, defendeu que as sanções da ONU sejam suspensas de maneira responsável, e que o CNT tenha direito a um assento na organização.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou que a comunidade internacional vai manter seu apoio ao CNT, pois não pode "se dar ao luxo de ter um Estado falido e pária às portas da Europa".

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Disputa pelo petróleo


Paris - O Ocidente está preocupado em evitar os erros cometidos no Iraque, e o foco da apertada pauta da conferência de três horas foi a reconstrução política e econômica da Líbia. Mas, nos bastidores, já começou a disputa pelas lucrativas oportunidades nos setores de petróleo, energia e infraestrutura.

"Este é um país potencialmente rico. Eles têm petróleo. Eles têm recursos congelados no mundo todo. Se conseguirmos encontrar uma forma de avançarmos para uma Líbia democrática e mais bem governada, esse pode ser um país realmente próspero", disse o primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt, a jornalistas.

Antes do evento, o chanceler francês, Alain Juppé, disse que a prioridade é ajudar a Líbia em suas necessidades humanitárias e na retomada do abastecimento de energia e combustível, mas que as oportunidades de investimento também serão muito disputadas. Durante a conferência, Abdel Jalil e o primeiro-ministro interino Mahmoud Jibril apresentaram planos para uma nova Constituição e a realização de eleições dentro de 18 meses.