Um andróide de tecnologia de ponta na área humanóide foi desenvolvido por uma equipe de vários pesquisadores. Entre os coordenadores do projeto está o professor da Faculdade de Engenharia da Unesp de Bauru, Marcelo Franchin. “I, Hamlet” foi construído com cerca de 300 peças e 27 motores, e pode ser chamado de um robô poeta. Ele é capaz de declamar 8 textos da peça Hamlet. Também tem seu charme: mede 1,80 m de altura e tem olhos azuis.
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Ele tem olhos azuis, 1,80 metro de altura e é o protagonista da famosa peça Hamlet, do poeta e dramaturgo inglês William Shakespeare (1564-1616). As mulheres que começaram a ler essa reportagem podem ter entrado em êxtase pensando de um galã do porte de Brad Pitt ou Gerard Butler. Mas não. O personagem principal da famosa peça é encenado por um andróide de tecnologia de ponta na área humanóide desenvolvido exatamente para representar o príncipe dinamarquês idealizado pelo poeta.
O “robô poeta” batizado de “I, Hamlet” - referência à obra “Eu, Robô” - foi desenvolvido por uma equipe de vários pesquisadores. Entre os coordenadores, está Marcelo Franchin, professor da Faculdade de Engenharia de Bauru da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Júlio de Mesquita Filho.
“Todos os envolvidos tinham uma vertente artística. Eu, por exemplo, adoro música e teatro. Então, resolvemos juntar essas áreas”, explica.
Composto com aproximadamente 300 peças e 27 motores, o andróide pesa pouco menos de 50 quilos e é capaz de declamar oito textos da peça. Entretanto, muito além do que só falar, o robô realmente atua. Para isso, foram desenvolvidos os movimentos faciais e dos membros superiores.
E o profissionalismo para atuar foi pensado desde o início. Além de Franchin e dos outros pesquisadores na parte técnica, fez parte do projeto Sandra Luna, especialista em dramaturgia e professora de literatura anglo-saxã da Universidade Federal da Paraíba
O projeto começou há cerca de um ano e meio após um programa de financiamento de obras de arte cibernética. Ele foi desenvolvido, com a orientação dos professores por uma equipe de aproximadamente 25 pessoas, sendo grande parte alunos. Até mesmo um artista plástico participou “esculpindo” os traços da “pele” metálica que reveste o andróide
Veja esta notícia na íntegra na edição deste sábado (03) do JC.