11 de julho de 2026
Saúde

Câncer de testículo tem 95% de chance de cura na fase inicial


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Diferente do câncer de próstata, que costuma acometer homens com mais frequência após os 50 anos, o tumor testicular é mais comum em homens jovens. Embora agressivo, o índice de mortalidade é baixo principalmente quando ocorre diagnóstico precoce.

Levantamento realizado pelo Núcleo de Urologia do Hospital A.C.Camargo junto a 940 pacientes diagnosticados com câncer de testículo e atendidos pelo serviço desde sua fundação em 1953 até 2009 mostra que, quando descoberta em fase inicial, a doença tem cura em até 95% dos casos.

Em quadros avançados, que podem incluir a metástase - quando células cancerosas do tumor original migram para outras partes do corpo, formando tumores secundários -, as chances de cura se reduzem, mas continuam maiores que 70%.

A evolução no tratamento do câncer de testículo ao longo das últimas décadas é um dos fatores para o baixo índice de mortalidade. "Na década de 1970, a taxa de cura nos casos em estágio inicial era de apenas 60%", afirma Gustavo Cardoso Guimarães, cirurgião oncológico e diretor do Núcleo de Urologia do Hospital A.C.Camargo.

"Isso se deve à introdução de uma terapia multidisciplinar, que aumentou muito as chances de cura". Mais do que a retirada do tumor, em muitos casos os pacientes devem complementar o tratamento com quimioterapia, radioterapia e até mesmo uma nova cirurgia para retirar resíduos de massa tumoral.

O câncer de testículo é mais comum em homens jovens, principalmente na faixa entre 15 e 35 anos. Estima-se que no Brasil a doença atinja 8.300 homens e mata 350 por ano. A doença atinge mais homens brancos (a incidência é de 6,5 casos em cada 100 mil homens, enquanto para negros essa taxa é de 1,3). Os principais fatores de risco são o histórico de câncer na família e criptorquídia, condição em que o testículo não desce para o escroto após o nascimento.


Autoexame

Um importante instrumento para o diagnóstico precoce é a realização do autoexame. Para tanto, o homem pode ficar de pé, de preferência em frente ao espelho, e verificar a existência de alterações em alto relevo na pele do saco escrotal.

Com os dedos indicador, médio e polegar, deve-se examinar cuidadosamente cada testículo para saber se há algum nódulo, tomando cuidado para não confundir com o epidídimo, canal localizado atrás do testículo e responsável por coletar e carregar esperma.

Os tumores - geralmente pouco maiores do que uma ervilha - estão localizados com mais frequência nas laterais dos testículos e menos na parte de baixo.