08 de julho de 2026
Internacional

Documentos mostram ligação de Gaddafi com serviço secreto dos EUA


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Washigton - Documentos descobertos em um prédio do governo líbio revelam ligações estreitas entre os serviços secretos dos Estados Unidos, a CIA, e do Reino Unido, o MI-6, e os serviços de inteligência do regime do ditador Muammar Gaddafi.

Segundo informações publicadas pelo jornal "The New York Times", os documentos, achados na sede de um órgão de segurança em Trípoli, apontam que em ao menos oito ocasiões o serviço de inteligência americano enviou suspeitos de terrorismo para serem interrogados na Líbia - país famoso por sua reputação com torturas - dentro do controverso programa de "rendição".

Em 2004, durante o governo de George W. Bush (2001-2009), a CIA estabeleceu "uma presença permanente" na Líbia, diz uma mensagem de Stephen Kappes, um dirigente da CIA, dirigida a Mussa Kussa, chefe dos serviços de inteligência líbios entre 1994 e 2009.

Segundo o jornal "The Wall Street Journal", a mensagem começa com "Querido Mussa" e está assinada por "Steve".

Em Londres, o jornal "The Independent" publicou informações similares sobre ligações entre os serviços líbios e britânicos na mesma época.

Oponentes do ditador

Segundo o diário britânico, os documentos revelam, entre outras coisas, como detalhes privados de oponentes do ditador líbio exilados na Inglaterra foram passados ao regime de Gaddafi pelo MI-6. Além disso, autoridades britânicas teriam ajudado a redigir a minuta de um discurso para Gaddafi quando este decidiu há alguns anos abandonar o apoio a grupo terroristas e colaborar com o Ocidente.

Outros documentos revelam que EUA e Reino Unido atuaram em nome da Líbia nas negociações deste país com a Agência Internacional da Energia Atômica (AIEA).

Os despachos secretos foram descobertos na sexta-feira por membros da Human Rights Watch (HRW), que o entregaram à imprensa. O jornal admite que não foi possível verificar a autenticidade dos documentos.

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Governo provisório líbio pode ter controlado reduto de Gaddafi


Trípoli - O governo provisório da Líbia afirmou ontem que os opositores de Muammar Gaddafi podem ter tomado o controle da cidade de Bani Walid, onde homens leais ao ex-líder estavam resistindo e possivelmente o escondendo.

Durante uma coletiva de imprensa em Trípoli, o ministro interino do Petróleo, Ali Tarhouni, afirmou: "O conselho militar em Trípoli me informou há alguns minutos que há a possibilidade de Bani Walid ter se juntado aos revolucionários e estar sob controle dos revolucionários".

Uma fonte em Trípoli que está em contato com pessoas na cidade, localizada cerca de 150 quilômetros a sudeste da capital, disse à reportagem, anteontem, que líderes tribais esperam negociar uma solução pacífica para os confrontos com as forças leais aos rebeldes, que derrubaram Gaddafi na semana passada.

Tarhouni não deu detalhes sobre o que ocorreu ontem, mas disse que não houve confrontos em Bani Walid.

Perguntado se Gaddafi estava na cidade, como comandantes militares disseram acreditar, Tarhouni apenas afirmou: "Sobre Gaddafi, sabemos onde ele está".