09 de julho de 2026
Internacional

Rússia condena sanções da UE à Síria


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Dushanbe - O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, condenou ontem as sanções impostas à Síria pela União Europeia, dizendo que elas "não levarão a nada de bom".

"Sempre dissemos que sanções unilaterais não levarão a nada de bom. Isso arruina uma abordagem de parceria para qualquer crise", afirmou Lavrov a repórteres durante um encontro dos ex-Estados soviéticos na capital do Tadjiquistão, Dushanbe. "Somos contra sanções unilaterais."

A UE decidiu impor sanções às exportações de petróleo da Síria anteontem, dizendo que o presidente Bashar al-Assad estava massacrando seus próprios compatriotas.

"O presidente Assad está realizando massacres contra seus próprios compatriotas", afirmou o chanceler da Polônia, Radoslaw Sikorski, no resort polonês de Sopot, onde os ministros das Relações Exteriores da UE se encontraram para estabelecer respostas à repressão militar de Assad a cinco meses de protestos contra o seu governo.

"Toda a comunidade internacional o está exortando a abandonar o poder."

A pressão dos Estados Unidos e da Europa por sanções do Conselho de Segurança da ONU à Síria foi fortemente combatida por Rússia e China.

Os russos há tempos têm relações estreitas com a Síria e são um dos principais fornecedores de armas ao país do Oriente Médio. Uma das sanções propostas é um embargo de armamentos, que tornaria ilegal a venda de armas de empresas russas para Damasco.