10 de julho de 2026
Geral

Bolsão de materiais terá verba do Ministério das Cidades


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Lançado em julho deste ano pela Regional Bauru do Sindicato da Construção Civil (SindusCon) em parceria com a Prefeitura de Bauru, o Bolsão de materiais de construção terá a injeção de recursos federais, do Ministério das Cidades, através da integração ao projeto Promore. O convênio terá duração de 18 meses e pode beneficiar 970 famílias, segundo o sindicato.

Criado para arrecadar sobras de materiais e repassá-los gratuitamente à população de baixa renda ou a obras assistenciais, o projeto tem, na obtenção do recurso, a oportunidade de facilitar a triagem e o transporte dos produtos até o seu destino final.

O recurso tem origem na parceria do bolsão com outro projeto, o Soma Promore, que oferece assistência técnica gratuita de engenheiros e arquitetos para a construção, ampliação ou regularização de moradias destinadas a famílias com renda mensal inferior a R$ 1,4 mil. O Soma Promore é coordenado pelo Instituto Soma e pelo Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp), através do Programa de Moradia Econômica (Promore).

O diretor da delegacia do Seesp em Bauru, Carlos Augusto Kirchner, comenta a conexão entre o lançamento do bolsão de materiais e o programa de orientação. "Nós oferecemos orientação e assistência técnica gratuita, mas as famílias têm dificuldade em adquirir os materiais. Com esta integração, um projeto ajuda o outro. O Bolsão fornece material para quem precisa e o Soma Promore, com a assistência técnica, garante que essas doações serão bem aplicadas, ou seja, não fomentarão favelas ou construções irregulares", comenta.

A partir deste argumento, o Ministério das Cidades autorizou o repasse de verbas para o programa. Parte do dinheiro será usada para a contratação de uma pessoa que ficará responsável por receber, separar e fiscalizar os produtos doados. Outra parte vai garantir o transporte destes materiais até o local da obra. O convênio terá 18 meses de duração e deverá beneficiar 970 famílias.


Arrecadação permanente

O diretor da Regional Bauru do SindusCon-SP, Renato Parreira, observa que a liberação dos recursos traz grande estímulo ao Bolsão de materiais. Mas ele lembra que o projeto só terá futuro e sucesso se houver o apoio das empresas e da sociedade. "A verba do Ministério das Cidades vai facilitar a gestão dos produtos, mas, antes, precisamos garantir que essa arrecadação de materiais será permanente. Ou seja, o Bolsão só vai existir e beneficiar pessoas se puder contar com as doações", adverte.

Ele esclarece que a proposta do Bolsão é oferecer às construtoras e à população espaço para onde possam encaminhar materiais de construção novos ou em bom estado que sobram ao final de uma obra, reforma ou demolição. "O Bolsão não é para entulho, mas para aqueles produtos que podem ser reaproveitados em outras obras: restos de areia, sobras de tijolos, uma porta que está perfeita, mas foi substituída porque o proprietário do imóvel queria outra maior ou mais sofisticada", exemplifica.


Sebes seleciona

O Bolsão de Materiais de Construção é realizado pela Regional Bauru do SindusCon-SP, em parceria com a prefeitura. Os materiais arrecadados estão sob a responsabilidade da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes), encarregada de selecionar as famílias que mais precisam deste auxílio.

A titular da Sebes, Darlene Têndolo, salienta que o programa é uma ação intersetorial, que envolve o SindusCon-SP, o Seesp, várias secretarias municipais e o Instituto Soma, que é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip).

"Recentemente, por exemplo, a Secretaria de Saúde encaminhou para a Sebes uma criança que precisava de melhorias estruturais em sua casa para atender às necessidades do tratamento. Fomos buscar materiais para a obra no Bolsão, mas contamos com caminhões da Secretaria de Obras para coletar as doações e com os profissionais da Secretaria do Planejamento (Seplan) e do projeto Soma Promore para nos orientar sobre a elaboração técnica da planta e a regularização da obra", exemplifica Darlene.

A secretária lembra que, antes do Bolsão, não havia local adequado para a destinação dessas sobras de materiais. Areia, pedras, tijolos e vários outros produtos bons eram descartados como entulho ou ficavam esquecidos nas calçadas, deteriorando-se aos poucos ou sendo carregados pela chuva, com impactos negativos ao meio ambiente.

"O Bolsão de Materiais vem atender várias necessidades municipais e sociais. Nosso desafio é divulgar cada vez mais o Bolsão e orientar a população no intuito de aumentar essas doações e beneficiar um número cada vez maior de pessoas", acrescenta.


Serviço

As doações podem ser entregues diretamente no Almoxarifado Central da Prefeitura (Avenida Eng. Hélio Police, qd. 1, Jd. Redentor). Quem não tem condições de levar o material também pode solicitar a coleta pelo telefone (14) 3234-1242 ou pelo e-mail bolsaodemateriais@gmail.com.