10 de julho de 2026
Internacional

Pelo menos 12 pessoas morreram durante os conflitos na Síria ontem


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Damasco - Pelo menos 12 pessoas morreram entre o sábado e o domingo em diferentes regiões da Síria enquanto as forças do regime do ditador Bashar al Assad continuam perseguindo os manifestantes, informou neste domingo o ativista opositor Omar Edelbe.

Edelbe, porta-voz dos chamados Comitês de Coordenação Local, disse que caças do Exército sírio estão sobrevoando a província de Homs, no centro do país, onde também foram registradas amplas campanhas de detenções e batidas em casas dos opositores.

No entanto, está previsto que os manifestantes voltassem a sair durante o dia de ontem às ruas para reivindicar a queda do presidente sírio.

Os distúrbios são notados especialmente em Homs, onde apesar das ameaças os manifestantes voltaram a pedir a queda de Assad nos bairros de Al Hamediya e Al Qusur.

Enquanto isso, na localidade de Al Zabadani, junto à capital síria, os opositores queimaram bandeiras do partido governante Baath e do grupo xiita libanês Hisbolá, que apoia o regime sírio.


Embargo ao petróleo

A UE impôs um boicote às compras de petróleo da Síria, que entrou em vigor ontem, e avisou que outras medidas poderão ser tomadas.

As sanções marcam a primeira vez que a Europa se volta para a indústria Síria, numa tentativa de deter a violência no país. Até agora, as forças do regime já mataram mais de 2.000 pessoas, de acordo com a Organização das Nações Unidas.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos disse que três pessoas morreram anteontem depois que as forças de segurança foram à aldeia de Haysh, perto da segunda maior cidade síria, Aleppo, procurando pelo procurador-geral Adnan Bakkour, que renunciou no mês passado em um vídeo postado no YouTube.