A nova liderança líbia diz ter provas de que Muammar Gaddafi violou sanções ao adquirir armas neste ano da China e da Europa, mas ainda não há consenso sobre eventuais retaliações contra os governos coniventes com isso.
Duas semanas depois de expulsar Gaddafi do poder, encerrando 42 anos de ditadura, o Conselho Nacional de Transição (CNT) se mostra disposto a colaborar com todas as grandes potências, deixando para trás o que já passou - o que incluiria a venda de armas para Gaddafi.
A China, temerosa de que sua relutância em apoiar as forças anti-Gaddafi se traduza agora em dificuldades para fechar contratos e comprar petróleo na nova Líbia, afirmou hoje que funcionários de uma estatal de venda de armas se reuniram em julho com representantes líbios, mas sem o conhecimento do Estado.
De acordo com o porta-voz militar do CNT, Abdul Rahman Busin, não se sabe se as armas detalhadas nos documentos - cerca de 200 milhões de dólares em pistolas, munições e foguetes, a serem entregues via Argélia - chegaram a desembarcar na Líbia. Mas, segundo ele, é certeza de que Gaddafi teve acesso.