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Quioshi Goto |
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Uma criança de apenas 3 anos foi violentada sexualmente pela própria esposa do sobrinho de sua mãe, uma jovem de 17 anos, na tarde de anteontem em Bauru. A mãe da pequena vítima, uma mulher de 28 anos, só notou algo estranho quando viu que a calcinha da criança estava com manchas de sangue. A jovem acusada pela violência foi embora de Bauru.
A Polícia Militar (PM) tomou ciência do caso pelo serviço social do Pronto Atendimento Infantil (PAI) de Bauru na tarde de ontem. No local, a mãe relatou à PM que, ao chegar em sua residência, foi tomar banho e a filha de 3 anos pediu para usar o banheiro. Foi neste momento que verificou as manchas de sangue na roupa íntima de sua filha. Os nomes estão sendo preservados em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Então começou a questionar a criança a fim de descobrir o que poderia ter acontecido. Sem titubear, a pequena disse à mãe que a “prima” de 17 anos, que residia com elas na mesma casa, na zona norte de Bauru, havia penetrado o dedo em sua vagina.
“Ela (criança) sempre fica com a minha mãe, que mora aqui ao lado, porque ainda não vai na escolinha. Faz quase um mês que o meu primo e a esposa dele vieram do Paraná e estavam morando aqui até conseguirem uma casa para eles. Ontem, ela (criança) estava com a minha mãe e a mulher do meu sobrinho trouxe ela para casa para dar banho”, relatou a mãe ainda em choque.
No entanto, não é de costume que a acusada dê banho na menina de 3 anos. Mas naquele dia, ela avisou a avó da criança que iria dar banho na vítima e trancou toda a casa, sem que a avó percebesse. Como moram no mesmo terreno, muito próximas, a avó ouviu a criança chorar e foi ver o que estava acontecendo, segundo conta a mãe da vítima.
Desespero
O desespero da mãe foi quando notou o que tinha acontecido com a filha. Ela chega do trabalho todos os dias por volta das 16h30 e aproximadamente às 18h foi tomar banho.
“Eu achei estranho porque ela (criança) disse que queria tomar banho também. Eu pedi que ela esperasse. Então ela disse que queria fazer xixi. Foi quando eu vi que a calcinha dela estava suja de sangue. Perdi o chão”, contou a mãe.
Imediatamente ela começou a questionar a criança, que contou com detalhes como tudo aconteceu. “Ela é bastante esperta e fala muito bem. Quando eu perguntei o que tinha acontecido, ela disse que estava ‘assada’. Eu pedi que ela me contasse a verdade e ela disse que a esposa do meu sobrinho tinha colocado o dedo dentro de sua vagina. Inclusive sinalizou em mim como foi. Eu estava chorando até agora. Estamos todos revoltados”.
No PAI, a pediatra que atendeu a criança constatou as lesões e a encaminhou à Maternidade Santa Isabel de Bauru para exames mais específicos. Segundo a mãe da criança, o médico legista constatou que houve a lesão, no entanto, o estupro não foi totalmente consumado. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) fica pronto em dez dias.
O caso foi registrado no Plantão Policial de Bauru como estupro de vulnerável. A jovem de 17 anos acusada pelo ato infracional não foi localizada pela PM ontem.
A própria mãe da criança pediu que ela saísse da casa por conta da situação e constrangimento. “Eu não queria chegar e ver ela aqui”. O caso será apurado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).
Veja esta notícia na íntegra na edição desta quarta-feira (07) do JC.