10 de julho de 2026
Regional

Polícia apreende 107 kg de maconha em Avaí

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Avaí ? Ontem de madrugada, menos de dois dias após ter apreendido 258 quilos de maconha escondidos em veículos carregados por um caminhão do tipo "cegonha" na praça de pedágio de Avaí (39 quilômetros de Bauru), a Polícia Militar Rodoviária apreendeu no mesmo local 105 tabletes da mesma droga, que totalizaram 107 quilos. As duas ocorrências, que retiraram de circulação 363 quilos de entorpecente, apontam para a existência de nova rota do tráfico.

Na ocorrência de domingo, o carregamento de maconha, que também estava escondido em fundos falsos e nas laterais da lataria de dois veículos que estavam sendo carregadas no caminhão, foi avaliado em cerca de R$ 500 mil. Dois homens, de 34 e 36 anos, foram presos em flagrante por tráfico.

No caso de ontem, após a abordagem, ocorrida por volta da meia-noite, no quilômetro 367 da Marechal Rondon (SP-300), a equipe do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) encontrou os tabletes de maconha escondidos em fundos falsos nos para-lamas dianteiro e traseiro, coluna traseira e na caçamba da caminhonete S10, placas NMS-2473, de São José de Ribamar/MA, conduzida por Donizete Aparecido Santos, 56 anos.

O acusado, que já tem passagem pela polícia por tráfico de drogas, disse que estava transportando a droga de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, para São Paulo. Após ser ouvido na delegacia de Avaí, ele foi conduzido ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru.

De acordo com a polícia, pelo fato de "cortar" o Estado de São Paulo interligando cidades na divisa com o Estado do Mato Grosso do Sul a São Paulo, a Rondon pode ser considerada uma "rota do tráfico" abastecida, sobretudo, pela droga vinda da Bolívia. Outro ponto de entrada conhecido é o Paraná, que recebe droga vinda do Paraguai.

O sargento Elias Lourenço Carneiro, comandante da base operacional de Bauru da Polícia Militar Rodoviária, revela que, nos últimos meses, somente no trecho da SP-300 na região de Bauru, foram apreendidas mais de uma tonelada de entorpecente. A abordagem mais minuciosa, segundo ele, leva em conta origem e destino do veículo.

De acordo com o sargento, há alguns anos, era comum localizar droga em bagagens de ônibus de passageiros. Contudo, de um tempo para cá, os traficantes mudaram suas estratégias e passaram a utilizar pessoas que não despertam suspeita para transporte do entorpecente, que geralmente é escondido em compartimentos especialmente preparados.

"Atentos a essas mudanças, nós também diversificamos nossa atuação", conta. "O policial precisa ter o preparo, o tirocínio necessário para descobrir onde está sendo transportada a droga e efetuar a localização e a prisão do autor do delito para que ele seja entregue à Justiça".