08 de julho de 2026
Regional

Filho é suspeito pela morte do pai

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Itatinga - Um homem de 28 anos é o principal suspeito de envolvimento no latrocínio do sitiante Luiz Carlos Gobbo, 58 anos, em Itatinga região de Botucatu (100 quilômetros de Bauru). O crime aconteceu por volta das 6h30 de ontem no sítio Recanto Feliz. No início da noite, a Justiça concedeu a prisão temporária por um prazo inicial de 30 dias do filho da vítima (o nome do suspeito não foi divulgado pela polícia).

O delegado responsável pelo expediente de Itatinga e titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Botucatu, Celso Olindo, investiga a hipótese de que a motivação para a morte seguida de roubo - latrocínio - tenha sido por dívida de drogas.

O delegado relata que dois homens armados e encapuzados chegaram ao sítio, entraram em luta corporal com Gobbo e desferiram um tiro na testa do sitiante, que morreu no local. A mãe do suspeito e esposa da vítima Marinda Silva de Oliveira Gobbo também foi agredida pela dupla encapuzada, que fugiu levando aproximadamente R$ 18 mil em dinheiro e cheques. O sítio fica no quilômetro 18 da rodovia que liga Itatinga a Botucatu.

Olindo comenta que o depoimento de Marinda foi fundamental para definir o filho do casal como suspeito na participação do crime. O delegado explica que a mulher conseguiu reconhecer semelhanças físicas - altura -, de voz, ainda que disfarçada, e uma blusa utilizada pelo agressor que seria de seu filho.

O delegado diz que no momento em que abordou o suspeito em Botucatu, o rapaz trajava uma blusa com os detalhes em xadrez descritos por Marinda como sendo a peça pertecente a seu filho. Segundo Olindo, o rapaz é dependente químico e fazia tratamento em uma instituição em Botucatu. "Ela tem certeza que a blusa é do filho dela."

Ainda segundo o delegado, a mulher contou que o agressor fez questão de abordá-la pelas costas e sabia que havia dinheiro no sítio. Outro indicativo que está sendo investigado é uma agressão anterior do suspeito contra os pais. Olindo explicou que o rapaz nega a participação no latrocínio e, também, que tenha emprestado a blusa a outra pessoa. O delegado ressalta que o disparo teria sido efetuado pelo outro homem, de estatura mais baixa.

O outro homem envolvido, a arma usada no crime e o dinheiro não haviam sido localizados até o fechamento desta edição. O suspeito seria levado para a Cadeia Pública de Botucatu ainda ontem, onde ficará à disposição da Justiça.