7 de Setembro é um dia que suscita pensamentos dos mais diferentes possíveis. Uns sentem-se chateados pela situação vivenciada pela política atualmente; outros alegram-se com esperança de que o futuro será melhor que o presente. É comum ver desfiles de militares, presidentes saírem às ruas acenando para a população. Enfim, o dia da Pátria serve para demonstrar o amor pelo país.
Nesse último Dia da Independência, vários movimentos contra a corrupção ocorreram em cidades ao redor do país. Há melhor prova de amor que essa? Alguns organizados por escolas, por igrejas ou mesmo por ONGs, porém todos com a mesma intenção: reduzir a corrupção, que cria em muitos cidadãos um sentimento desolador quando o assunto é política.
Alguns podem até afirmar que as manifestações não terão efeito, mas é um começo. O começo do fim da corrupção. Não é da noite para o dia que se retira da política uma doença que afeta o país há mais de séculos. No entanto, o primeiro passo foi dado. E é isso que importa.
Se fôssemos aguardar as coisas melhorarem pelo seu curso natural, certamente não obteríamos resultados aceitáveis em tempo curto. Fazer todas essas reivindicações no dia da Pátria é a chance de reafirmar os direitos da população e as obrigações do governo para com ela. É a hora de protestar contra os vícios da política atual, contra as leis defasadas e a impunidade reinante.
O caminho para o avanço com certeza é o da pressão da população contra o governo, de maneira pacífica e educada, como foi ontem.
Paulo Beraldo