11 de julho de 2026
Internacional

Casa Branca estuda manter 3 mil soldados no Iraque depois de 2011


| Tempo de leitura: 2 min

Washington - A Casa Branca estuda manter 3 mil soldados no Iraque depois de 2011, quando terminaria a retirada total das tropas americanas do país, segundo acordo bilateral.

A informação está na imprensa norte-americana, mas não foi confirmada pelo Pentágono, que destaca que ainda não tomou nenhuma decisão. Atualmente, os EUA mantém 46 mil soldados no país.

Segundo a Fox News, a CNN e o "The New York Times", os assessores do presidente Barack Obama estudam a possibilidade de manter no Iraque cerca de 3 mil soldados após o fim do ano, uma solução também apoiada pelo secretário de Defesa, Leon Panetta.

O objetivo destes militares seria treinar as forças locais, informou o "The New York Times" em sua edição digital.

O diário, que cita um alto oficial militar como fonte, afirma que a "recomendação" de Panetta implicaria manter um contingente de soldados muito menor do que propôs ao Pentágono há algumas semanas o general Lloyd Austin, comandante das forças americanas no Iraque, que sugeria entre 14 mil e 18 mil.

Em entrevista publicada em agosto pelo diário "Military Times", Panetta disse que o Iraque tinha aceitado a permanência de tropas americanas além do prazo previsto para a retirada dos últimos soldados.

Devido a um acordo assinado com as autoridades americanas em 2008, os Estados Unidos devem retirar todas as suas tropas antes do fim do ano, a menos que ambas as partes cheguem a um novo acordo.

Os líderes iraquianos afirmaram no início de agosto que estavam abertos a discutir com Washington a manutenção de uma missão de formação.

Panetta negou-se na terça-feira a confirmar as informações e os números citados pela imprensa. "Nenhuma decisão foi tomada sobre o número de soldados" que eventualmente seriam mantidos depois de 2011", declarou.

"É preciso discutir que tipo de ajuda para instrução os iraquianos acham que necessitam para se defender e manter a segurança", sustentou o chefe do Pentágono durante a entrevista.

Em termos mais gerais, Panetta explicou que as forças militares dos Estados Unidos provavelmente manterão um alto nível operacional ao longo da próxima década.