Os advogados e promotores envolvidos no julgamento do médico acusado pela morte do cantor Michael Jackson iniciaram nesta quinta-feira (8) a seleção do júri. Serão 12 pessoas, que decidirão se o médico Conrad Murray cometeu ou não homicídio culposo (quando não há intenção de matar) ao administrar os sedativos que levaram o cantor à morte, em 2009.
Acompanhado por seus advogados, Murray assistiu ao procedimento com o semblante impassível, olhando para frente. Mais de 180 possíveis jurados foram convocados e tiveram de relatar qualquer dificuldade que imaginam que possam enfrentar ao longo do julgamento, previsto para durar 25 dias.
Murray admitiu que, no dia da morte de Jackson, administrou-lhe o anestésico propofol, geralmente usado em cirurgias. Mas ele se declara inocente, e seus advogados devem alegar que o próprio cantor administrou-se uma nova dose, maior, quando o médico havia se ausentado da sala. A promotoria afirma que Murray tinha a obrigação de ter monitorado adequadamente o seu paciente.