09 de julho de 2026
Nacional

Versão de suspeito de assassinatos na Oscar Freire é fantasiosa, diz delegado

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - O delegado Maurício Guimarães, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que é fantasiosa a versão do suspeito Lucas Cintra Zanetti Rosseti, 21 anos, para a morte do analista de sistemas Eugênio Bozola, 52 anos, e do modelo Murilo Rezende da Silva, 21 anos.

Os dois foram mortos em um apartamento na rua Oscar Freire, na zona oeste de São Paulo, no mês passado e Rosseti é suspeito de cometer os assassinatos.

A polícia fez na tarde de ontem a reconstituição de duas versões para o crime. Na primeira - que a polícia diz acreditar ser a verdadeira - Rosseti é o assassino das duas vítimas.

A segunda versão reconstituída é a do suspeito. Ele diz que matou somente Bozola, em legítima defesa. Nesta versão, o analista de sistemas teria matado o modelo e atacado Rosseti, que o matou para se defender.

Após o término da reconstituição, por volta das 18h30, o advogado de Rosseti, Leonardo Borges, afirmou que a perícia vai comprovar a veracidade da versão de Lucas. Ele disse estar confiante na versão de seu cliente e afirmou que Rosseti estava tranquilo durante a reconstituição.

Segundo o delegado Guimarães, porém, para a polícia ainda está claro que foi Rosseti que matou as duas pessoas.

Os corpos de Bozola e Silva foram encontrados no dia 28 de agosto no apartamento do analista de sistemas, na rua Oscar Freire.

De acordo com a polícia, as duas vítimas morreram a facadas. O corpo de Bozola estava na cozinha do apartamento e o de Rezende em um quarto, com a cabeça parcialmente coberta com um saco plástico.

O suspeito foi preso uma semana depois do crime, no Interior de São Paulo.