09 de julho de 2026
Internacional

Incêndio mata ao menos 75 no Quênia

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Nairóbi - Ao menos 75 pessoas morreram e 112 ficaram feridas na explosão de um oleoduto no Quênia. O acidente aconteceu na favela de Sinai, a 5 quilômetros do centro de Nairóbi, por volta das 9h (horário local) de ontem. Os moradores perceberam um vazamento na tubulação que passa por entre as casas da comunidade e tentavam apanhar o combustível que escorria. A explosão aconteceu quando a brasa do filtro de um cigarro descartado por um homem que fumava no local atingiu o material inflamável. O fogo atingiu uma área de 300 metros.

De acordo com a Cruz Vermelha, mais corpos podem ser encontrados aumentando o número de mortos, já que muitas das pessoas atingidas se atiraram em um rio que passa próximo ao local do acidente para tentar apagar as chamas. As buscas serão retomadas no início da manhã de hoje.

O presidente do Quênia, Mwai Kibaki, visitou os feridos internados no Hospital Nacional, o maior centro médico público do país, e o primeiro ministro queniano, Raila Odinga, foi ao local da explosão e assegurou ajuda para vítimas e familiares: "É injusto que pessoas morram assim. O governo fará tudo que for possível para garantir que os feridos recebam tratamento e que as famílias que perderam entes queridos sejam compensadas".

O oleoduto pertence a uma companhia estatal queniana e tem tubulações que vão da cidade portuária de Mombasa até o centro-oeste do país, passando por Nairóbi.

Uma nota de pesar foi divulgada na tarde de ontem pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil transmitindo a solidariedade do povo brasileiro a todos os quenianos, principalmente aos familiares das vítimas. Explosões desse tipo são comuns em comunidades pobres, onde não há energia elétrica e as pessoas utilizam lamparinas para iluminar as casas à noite. A população rompe a tubulação, rouba o óleo que escapa e, em refinarias rudimentares, trata o combustível para que possa ser usado em geradores e carros ou vende o material no mercado negro.

Em 2009, 120 quenianos morreram em uma explosão semelhante ao tentar apanhar combustível em um tanque de petróleo rachado.