08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

UPA - Mary Dota


| Tempo de leitura: 2 min

 
Venho por meio desta fazer uma crítica construtiva em relação à UPA/Mary Dota. Em virtude disso, não darei detalhes quanto a nomes e horários. O novo prédio ficou muito bonito e tal, mas infelizmente não posso falar o mesmo do atendimento. Estive presente na UPA/ Mary Dota acompanhando um jovem familiar meu que, pela primeira vez na vida, havia desmaiado e necessitava de atendimento urgente.

Ao chegar, foi realizado o cadastro do jovem e foi informado à atendente que o jovem havia desmaiado e recobrado a consciência há pouco e que necessitava de atendimento urgente. A atendente continuou preenchendo as fichas dos cidadãos que chegavam (o que é um procedimento correto), porém, as fichas preenchidas acumulavam-se sobre o balcão à espera da pessoa que faria a pré-consulta (medir pressão e temperatura) e é nesse procedimento que está minha crítica.

Aguardamos por quase meia hora sem saber, ao menos, o estado da pressão e temperatura do jovem. Essa simples informação já teria sido importante para nos confortar e nos orientar nesse momento de aflição. Perguntei para a atendente se seria possível ao menos verificar a pressão do jovem, pois o mesmo aparentava estar com grave queda de pressão. Nesse momento foi iniciado o atendimento das fichas, porém, não houve a sensibilidade de priorizar o atendimento do jovem que quase desmaiou novamente na UPA. Por conta da demora resolvemos atravessar a cidade e ir para o Hospital da Unimed, onde o jovem felizmente possui convênio e foi rapidamente atendido e medicado.

Embora o jovem possua convênio, ele também paga imposto e tem o direito de ser atendido no UPA. Somos praticamente vizinhos do UPA/Mary Dota e não deveríamos ter que atravessar a cidade para termos um atendimento de qualidade.

Compreendo que havia mais pessoas que aguardavam atendimento e ninguém em sã consciência vai a um PS por simples diversão. Todos necessitavam de atendimento. Não penso que seria justo desrespeitar a ordem de chegada, porém, existem situações que são emergenciais e essa inversão de ordem de chegada se faz necessária. Os funcionários deveriam ser treinados para avaliar a necessidade de quando um atendimento prioritário deve ser realizado, como no caso deste jovem. Emergência tem que ser emergência, não importa se é na Unimed ou no UPA/Mary Dota. Os pacientes devem ser tratados igualmente, independente se o hospital é público ou particular, ou se a pessoa tem convênio ou não.

Ora, por que não há uma pessoa permanentemente na sala de pré-consulta para avaliar imediatamente o paciente e encaminhar os casos de urgência para que sejam adotados os procedimentos necessários? Por que acumular fichas sobre o balcão ao invés de realizar o procedimento inicial de imediato? Por que aumentar ainda mais a aflição dos pacientes e de seus familiares por meio da espera em relação à pré-consulta?

Com a palavra as autoridades do setor de saúde responsáveis pelo UPA/Mary Dota.


Gizele Regina Miranda dos Santos