O bloqueio naval israelense na Faixa de Gaza viola as leis internacionais, disse nesta terça-feira (13) um painel de especialistas em direitos humanos que se reporta a um organismo da ONU.
O veredicto contradiz a conclusão de outra investigação da Organização das Nações Unidas sobre o ataque israelense contra um barco humanitário que se dirigia ao território palestino no ano passado.
O chamado Relatório Palmer sobre a incursão de maio de 2010, na qual morreram nove ativistas turcos, destacou este mês que Israel havia usado força irracional em sua ação, mas que o bloqueio naval sobre o enclave controlado pelo grupo Hamas é legal.
O painel de cinco especialistas independentes que se reporta ao Conselho de Direitos Humanos da ONU rejeitou essa conclusão, dizendo que o bloqueio submeteu os moradores de Gaza a um castigo coletivo "em flagrante contravenção dos direitos humanos internacionais e à lei internacional".
O bloqueio de quatro anos privou 1,6 milhão de palestinos que vivem no enclave de seus direitos fundamentais, acrescentaram os especialistas.
"Ao se pronunciar sobre a legalidade do bloqueio naval, o Relatório Palmer não reconhece o bloqueio naval como uma parte integral da política de fechamento de Israel em Gaza, que tem um impacto desproporcional nos direitos humanos dos civis", disseram os especialistas em comunicado conjunto.