09 de julho de 2026
Regional

Agricultores protestam e impedem ação em rodovia

Neto del Hoyo
| Tempo de leitura: 2 min

Agudos – Cerca de 15 proprietários rurais de Agudos (13 quilômetros de Bauru) fizeram manifestação pacífica ontem por volta das 11h no trevo que liga a área urbana com cerca de 80 propriedades, no quilômetro 326 da Marechal Rondon, sentido Leste.

A via é de responsabilidade da Concessionária Rodovias do Tietê que, ontem pela manhã, fechou uma das saídas e pretendia cercar a segunda e única via de ligação às propriedades e à cidade. “Não fomos notificados de nada. Tenho lavoura para escoar, e só existe essa entrada há mais de 80 anos  neste lugar”, destacou Jurandyr Posca, que tem propriedade no local há 25 anos.

Acionados pelos moradores, Polícia Militar Rodoviária e o prefeito de Agudos, Everton Octaviani (PMDB), estiveram no local. Após contato com a direção da concessionária, ficou definido que não fosse fechada a segunda entrada para as propriedades rurais, sendo marcada para sexta-feira, às 10h, uma reunião na sede da empresa para definir nova estratégia que não atrapalhe a rotina dos moradores. A reportagem não conseguiu contatar até o fechamento a assessoria da concessionária.

Três vans escolares que buscavam estudantes moradores da zona rural acabaram ficando no meio do caminho, e cerca de 30 crianças entre 5 e 15 anos não foram levadas à aula ontem.“Eles estavam trancando o outro lado e disseram que iam trancar esse também. Como só existe essa saída, resolvi esperar porque se eles fechassem essa, não teria como entregar as crianças na volta. Até a primeira fazenda hoje andamos 7 quilômetros. Se tivesse que dar uma volta ia andar mais 50 quilômetros. Isso poderia gerar um transtorno para a Prefeitura, pois os motoristas terceirizados são pagos por quilometragem”, destacou Gildo Comim, 45 anos, funcionário público responsável pelo transporte dos alunos da rede de ensino de Agudos.

Presente no local, o prefeito Everton Octaviani acusa de o serviço ter sido feito de forma inusitada e equivocada. “Não se pode privar o cidadão do direito de ir e vir previsto pela Constituição. Eles (concessionárias) arrecadam milhões com os pedágios e poderiam evitar esse tipo de situação. Não pedimos que não façam o que tem de ser feito, mas pedimos que se discuta o que fazer para ninguém ser prejudicado”.