O assunto não é novo, já esteve em pauta várias vezes. No passado, os moradores pleiteavam a transformação de distrito em município, mas não conseguiram. Jaú, o município ‘mãe’, não abria mão da arrecadação de impostos da antiga usina Diamante, hoje do grupo Raizen (Cosan).
Recentemente, um grupo de moradores entrou novamente "na briga" e o movimento ganhou força. Segundo o presidente da Frente pela Emancipação de Potunduva, Jefferson Rodrigo Vieira, mcerca de 95% da população aprova e apóia a transformação. “Tem 5% dos cerca de 12 mil habitantes que, ainda relutam em apoiar, porque não entenderam ou estão com medo de ser independentes de Jaú.”
Segundo ele, 1/3 da terras que hoje pertencem a Jaú passará a pertencer a Potunduva, com a emancipação do distrito. Mas não é só isso, o distrito também ficará com toda a extensão do rio Tietê, de 14 a 17 quilômetros, e com a participação da arrecadação do pedágio, que segundo Vieira, passaria para o município de Potunduva.
Na opinião de moradores do distrito, a emancipação é a saída para o descaso com que Potunduva é tratada pela administração municipal de Jaú. “Não sabemos nem qual é a arrecadação de impostos no distrito. Os políticos aparecem só na época das eleições e, como não temos um vereador que represente essa população, estamos relegados a último plano.”
O cidadão potunduvense, hoje prefeito de Jaú, Osvaldo Franceschi Júnior, não tem opinião formada sobre a emancipação do distrito. Não é contra nem a favor. Diz que se for bom para a população, ele apóia.
Sobre a arrecadação de impostos do distrito, um anseio dos moradores, a prefeitura alegou que o departamento competente estava fazendo um levantamento que depois de três dias ainda não estava pronto. “O departamento de comunicação aguarda um levantamento do setor competente.”
Para o prefeito de Jaú, dentre as prioridades para Potunduva está a instalação do distrito industrial que vai gerar empregos para os moradores locais. Item que a população também lista como prioridade, uma vez que muitos trabalhadores viajam 12 quilômetros todos os dias para trabalhar na indústria calçadista.
Na mesma luta estão mais de 35 municípios do Estado de São Paulo, frisa Vieira, que também é vice-presidente da Frente Estadual. “Em Brasília tem a Frente Parlamentar, com 270 deputados lutando pela aprovação de uma lei que vai dar ao Estado, novamente, o poder de emancipação. Queremos que o Estado crie novas cidades, porém com quesitos básico.”
Um Fórum realizado recentemente na Capital do País, informa Vieira, discutiu algumas regras básicas para que um distrito possa pleitear a transformação para município. “Ficou acertado a quantidade mínima de habitantes para casa região do Brasil. Porque no Norte a situação é diferente da Sudeste”, comenta.
O movimento de emancipação de Potunduva espera que as novas regras, já estabelecidas, sejam aprovadas até outubro. “Para que o plebiscito seja feito junto a eleição municipal do ano que vem. Mas para que isso aconteça, a aprovação não pode ultrapassar esse período, uma vez que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) tem que colocar no seu orçamento anual. O plebiscito gera gastos porque é um sistema diferente,” afirma.