11 de julho de 2026
Nacional

Idosa morre atropelada por jovem que saía de festa universitária em São Carlos

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Ribeirão Preto - Um jovem com sinais de embriaguez, de acordo com a Polícia Militar, foi preso na manhã de ontem, em São Carlos (232 km de São Paulo), sob suspeita de atropelar uma idosa e fugir sem prestar socorro. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu.

De acordo com a PM, o jovem voltava da Tusca (Taça Universitária de São Carlos), competição esportiva entre as atléticas da USP (Universidade de São Paulo) e da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos). Dentro do veículo, os policiais encontraram um caneco do evento.

Essa é a segunda morte relacionada diretamente à Tusca. Na quinta, um jovem de 23 anos foi atropelado por um caminhão que levava cervejas no trajeto de uma micareta.

Na ocorrência de ontem, Rosa Buzzo, 83 anos, andava pela Vila Marcelino, próximo ao centro da cidade. Para desviar de um poste em uma calçada estreita, ela desceu à rua e caminhou perto do meio-fio.

O jovem, que não teve o nome divulgado, dirigia um Astra prata em alta velocidade, segundo a polícia. De acordo com o Samu, ele atropelou Rosa perto do meio-fio e fugiu. Vizinhos acionaram o atendimento de emergência às 6h30, mas Rosa não resistiu aos ferimentos e morreu.

A PM foi chamada e diz ter encontrado o carro do jovem a uma quadra do local onde ocorreu o atropelamento. O motorista foi encaminhado ao plantão da Polícia Civil para prestar esclarecimentos, onde permanecia até por volta das 11h de hoje. A reportagem não conseguiu ouvi-lo.

Tráfico e posse de drogas, roubos, furtos e acidentes de trânsito aumentam em até 50% os registros de ocorrências policiais durante a Tusca, que começou na última quinta e segue até hoje, em São Carlos. A estimativa é do delegado Caio Gobato.

Na primeira noite da Tusca, outra ocorrência envolveu um estudante. Um jovem de Mato Grosso, que estuda medicina na Unicamp , foi esfaqueado ao tentar se defender de um roubo. Ele teve dois cortes profundos no braço esquerdo, mas, socorrido, passa bem.

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Escalada de humilhações


Rio - Estudante de Letras da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e militante do movimento estudantil, Gabriel de Melo Silva Paulo, 21 anos, tinha cabelo comprido, na altura do ombro.

Preso em março durante manifestação contra a visita do presidente dos EUA, Barack Obama, ele e outros sete manifestantes tiveram a cabeça raspada na prisão, por outro detento, a mando da administração do presídio Ary Franco.

"A prisão em si já foi um absurdo. Ao chegar na cadeia a gente não sabia do corte de cabelo. Fomos encaminhados para uma cela onde começou o "tratamento?. É uma escalada de humilhações. A primeira delas é o corte de cabelo e da barba", disse o estudante, que havia dois anos cultivava os cabelos na altura dos ombros.

O jovem foi preso com os colegas sob acusação de tentativa de incêndio, lesão corporal e concurso de agentes. Na ocasião, uma pessoa que estava entre os manifestantes arremessou um coquetel molotov contra o consulado americano, no centro da capital, e feriu um segurança. Ficaram três dias presos.

"O flagrante foi arbitrário porque eles foram presos bem depois, só porque levavam faixas e bandeiras. Ninguém sabe quem lançou o coquetel molotov", disse o advogado, Jorge Bulcão, que avalia entrar com uma ação contra o Estado.