08 de julho de 2026
Internacional

Rebeldes se reagrupam em Bani Walid


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Marrocos - Após uma tentativa frustrada anteontem, as forças dos rebeldes líbios se reagrupam nos arredores de Bani Walid, 150 km a sudoeste da Capital, Trípoli, para tomar uma das últimas cidades ainda leais a Muammar Gaddafi.

Em Sirte, cidade natal do ex-ditador, o porta-voz do antigo regime acusou a Otan de matar 354 pessoas na madrugada e afirmou que o ex-líder está confiante na vitória e continua na Líbia.

"As tropas estão se reorganizando e por enquanto não houve combates", afirmou Hussein Mohammed al Gazar, responsável do acampamento rebelde mais próximo do front, situado a 15 quilômetros ao norte de Bani Walid.

Al Gazar relatou que os combates de ontem foram bastante violentos e revelou que tropas leais a Gaddafi chegaram aos arredores das trincheiras rebeldes.

No acampamento, que também serve como oficina improvisada, alguns rebeldes afirmam que Saif al Islam, filho de Gaddafi, se encontra em Bani Walid.

"Pegaram o motorista de Seif al Islam nos combates, o que demonstra que ele está dentro da localidade", disse Akram Abulmeda, um dos rebeldes acampados no local.

Já Moussa Ibrahim, porta-voz de Gaddafi, acusou a Otan de matar 354 pessoas na madrugada de ontem para hoje, num hotel e num prédio residencial, e disse que a resistência em Sirte vai continuar.

"Estamos cientes dessas acusações. Não é a primeira vez que tais acusações são feitas. Em geral elas se revelam sem base ou sem justificativa", disse o coronel Roland Lavoie, um porta-voz da aliança militar ocidental.

Ibrahim acrescentou que 700 pessoas ficaram feridas em ataques aéreos ocidentais a Sirte e que 89 estavam desaparecidas. "Nos últimos 17 dias, mais de 2 mil residentes de Sirte foram mortos em ataques aéreos da Otan", disse.

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Líderes fora das eleições


Marrocos - O ministro da Justiça do governo rebelde da Líbia, Mohamed al Aladi, disse ontem que nenhum integrante do Conselho Nacional de Transição (CNT) participará das próximas eleições líbias.

Segundo Al Aladi, a decisão - que inclui os dois principais líderes do CNT, Mahmud Jibril e Mustafa Abdul Jalil - foi tomada para que o povo líbio seja independente na escolha do novo governo.

"Nós somos combatentes, não somos políticos. O povo líbio tem que encontrar sua representação", disse o ministro durante visita ao Marrocos para participar de uma reunião sobre as mudanças constitucionais nos países árabes. O CNT estima que o novo Parlamento líbio esteja completo no máximo em oito meses.

O ministro disse ainda que a Líbia já é considerada um país livre, embora o ex-ditador Muammar Gaddafi permaneça escondido e sua cidade natal, Sirte, ainda não tenha sido tomada pelos oposicionistas - o que segundo ele deve acontecer nos próximos dias.

Quanto ao destino do ex-ditador caso os rebeldes o localizem, o ministro disse que o CNT pretende julgá-lo em solo líbio e não vai enviá-lo ao Tribunal Penal Internacional (TPI), com sede em Haia, que tem em vigor um mandado de prisão contra Gaddafi.

Familiares de Gaddafi, incluindo seu filho Saadi Gaddafi, fugiram nas últimas semanas para a Argélia e o Níger, e inicialmente divulgou-se que o CNT pediria extradição para que eles fossem julgados na Líbia. No entanto, Al Aladi disse que os rebeldes mudaram de ideia.

O ministro manifestou ainda um alerta quanto à situação dos rebeldes dos soldados rebeldes que se recusam a entregar suas armas.

"Esperamos não ter que recorrer a nada para tomar estas armas de Trípoli. Nós, juristas e militantes dos direitos humanos, somos contra fazer justiça com as próprias mãos, por isso estas armas têm que ser recolhidas", avaliou.