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Roberto Stuckert Filho/PR |
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Dilma e a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, em reunião na ONU, em Nova York |
Nova York - A presidente Dilma Rousseff alertou ontem na Organização das Nações Unidas (ONU) para a necessidade de os governos promoverem políticas em defesa da saúde e dos direitos das mulheres, especialmente num momento de piora de várias economias no mundo, ressaltando as melhorias feitas na sua administração. “A crise global deve agravar a feminização da pobreza no mundo”, ressaltou a presidente durante o colóquio de alto nível sobre a participação política de mulheres na ONU.
Segundo Dilma, as mulheres na atualidade ainda sofrem com extrema pobreza e salários mais baixos e a crise deve agravar esse cenário. Assim como no discurso feito pela manhã, sobre doenças crônicas não transmissíveis, Dilma aproveitou seu tempo para ressaltar especialmente os avanços feitos pelo seu governo. A presidente disse que o “Brasil está profundamente comprometido em atingir as metas do milênio” e que seu governo tem colocado mulheres em posições de destaque, em vários ministérios, além de criar programas voltados à saúde da mulher, entre ele, para gestantes.
Dirigindo-se às mulheres na plateia como “companheiras”, Dilma falou ainda sobre o problema da violência doméstica e citou a Lei Maria da Penha e as delegacias especializadas para mulheres no País. “As mulheres estão sujeitas à violência, mesmo em tempos de paz, muitas vezes em suas casas”, observou.
Dilma, considerada pela revista Forbes a terceira mulher mais poderosa do mundo, sentou-se ao lado da secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, que ocupa o segundo lugar no ranking. Seu lugar, no entanto, ficou vago por cerca dos dez primeiros minutos do evento, pois a presidente chegou atrasada. Ainda assim, houve pausa e palmas na sua chegada e, mais tarde, ao começar seu discurso, Hillary se referiu a Dilma como “uma mulher que admiro muito”.
É a primeira visita oficial da presidente à Nova York e a primeira participação na Assembleia Geral da ONU, num momento em que goza de muito prestígio internacional. Esta semana, por exemplo, Dilma é capa da revista Newsweek, que destaca o poder da presidente e sua firmeza nas tomadas de decisões com o título “Não mexa com Dilma”.
Dilma chegou anteontem à Nova York, com uma comitiva de ministros e sua filha, e até agora evitou falar com a imprensa.
A presidente aproveitou seu tempo livre para visitar uma livraria e o museu Metropolitan. Ontem, ela almoçou no Museu de Arte Moderna (MoMA, na sigla em inglês) e anteontem em um badalado restaurante de Manhattan.