Forças sírias mataram pelo menos seis camponeses e dois soldados rebeldes nesta segunda-feira (19) na zona rural ao norte de Homs, uma das regiões mais ativas do país nos protestos pró-democracia, segundo ativistas e moradores.
Os protestos já duram seis meses e nas últimas semanas a elite governante da Síria, pertencente à minoritária seita alauíta, intensificou a repressão militar, o que motiva cada vez mais deserções nos baixos escalões militares compostos principalmente por sunitas.
A ONU estima que 2.700 manifestantes já tenham sido mortos desde março, incluindo pelo menos cem crianças.
Ativistas de direitos humanos e diplomatas ocidentais também apontam um crescente número de assassinatos deliberados de líderes dos protestos, de mortes por tortura e de prisões em massa. Eles dizem que dezenas de milhares de pessoas já foram detidas, e que ultimamente o foco das perseguições se voltou contra acadêmicos e categorias profissionais que fazem críticas ao presidente Bashar al Assad.