? Sem os apócrifos
Parece ter acabado a temporada de apócrifos que estavam "alimentando" vereadores na apuração sobre a gestão administrativa e financeira na Funprev. Ontem, a CEI abriu formalmente a apuração e, daqui para frente, só documento oficial ou requerimento com autoria poderá ser avaliado, até para dar guarida legal à apuração. Foi o que a CEI pediu ontem.
? Tempo ao tempo
Portanto, indícios de algo indevido ou irregular na Funprev só virá mesmo, se existirem, no final do mês, quando os documentos solicitados chegarem e puderem ser verificados pelos vereadores. Moisés Rossi, relator da comissão, tomou o cuidado de pedir o extrato consolidado das entradas e saídas de recursos de contas correntes utilizadas pela fundação de previdência nos últimos dois anos. Isso permitirá confrontar, com fidelidade, pagamentos efetuados com documentos comprobatórios de despesas apresentados.
? Informalidade ruim
A CEI terá pela frente pelo menos dois elementos inevitáveis. Um é o de que, mesmo com boa vontade, as gestões na fundação não trataram de estabelecer regulação satisfatória para pagamentos a servidores, sobretudo em relação a horas extras e vantagens a título de atrasados, sem contar a indevida aprovação de distribuição de cesta de natal aos servidores. Não há controle biométrico de ponto e, com isso, cada um preenche o formulário com a jornada extra que quiser e o pagamento tende a trazer justificativa genérica. Sem o controle de ponto com registro é ainda pior o descontrole.
? Roda de compadres
Mas o maior problema é o fiscalizador ser amigo ou parceiro do fiscalizado, em referência à troca de funções dos mesmos servidores ora no conselho ora em diretorias internas. Isso tem de acabar. E somente uma revisão na lei da Funprev poderá garantir esse ajuste. Não se trata só de garantir alternância na gestão do milionário fundo do servidor, mas de evitar proximidade entre quem fiscaliza (os conselheiros) e o fiscalizado. Se estiver "tudo em casa", como apontou o presidente da CEI, Fabiano Mariano, é difícil de controlar.
? Romualdo reaparece
O presidente do PSB de Bauru, Pedro Romualdo, enviou nota ontem na qual afirma que a Câmara Municipal, onde trabalha, não é o local para se discutir ou realizar atividades intrapartidárias. Diz ainda que esteve na sede do partido, rua Batista de Carvalho, nº 7-51, 1º andar, sala 10, tanto na segunda-feira quanto ontem para receber possíveis chapas para a eleição da nova direção, a ser realizada neste domingo, dia 25, na sede do partido e não na Câmara Municipal, como foi informado. O ex-vereador Toninho Garmes garante que a atual direção não está cerceando nenhum direito dos filiados e que há uma onda de mentiras em curso para desestabilizar o processo de discussão.
? Mantovani no PPS?
O vereador Fernando Mantovani (PSDB) pode estar se aproximando do PPS e ainda nesta semana o deputado federal Arnaldo Jardim poderá se reunir com ele para fazer o convite e possivelmente abonar sua ficha de filiação. Outra informação é que Mantovani também não descarta a possibilidade de ser candidato a vice numa chapa, possivelmente com Clodoaldo Gazzetta.