08 de julho de 2026
Nacional

Dilma defende ação contra a crise

Folhapress
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Nova York - Em encontro com o presidente dos EUA, Barack Obama ontem, a presidente Dilma Roussef defendeu ação coordenada dos países contra a crise econômica global e elogiou o programa dos EUA para estimular a criação de empregos no país.

Dilma também falou a Obama sobre o desequilíbrio comercial entre os países e demonstrou preocupação com a crise europeia.

O governo do Brasil viu com bons olhos o anúncio feito anteontem por Obama de reforma tributária. O presidente americano condenou subsídios agrícolas, tema de interesse do Brasil.

Segundo a administração Dilma, a alegação de que subsídios não são meios legítimos para intervenção na economia poderá ser usada em pleitos brasileiros com negociadores dos EUA.

Na abertura do debate geral da Assembleia Geral da ONU hoje, Dilma deve mencionar no discurso a situação econômica global. Ela deve dizer que a instabilidade econômica atual não pode prejudicar o desenvolvimento de projetos que ajudaram países a avançar.

Dilma será a primeira mulher na história a abrir o evento. Tradicionalmente, cabe ao Brasil fazer o discurso de abertura da reunião.

Obama e Dilma também lançaram um programa conjunto para estimular a transparência política e a participação dos cidadãos.

A presidente citou iniciativas como consultas públicas para programas de governo e o Transparência Brasil (que divulga na Internet gastos governamentais) como exemplos de ações para elevar a transparência no país.

Disse ainda que o Programa Nacional de Banda Larga, que depende de uma série de resoluções para sair do papel, deve resolver os gargalos de ampliação do uso das redes digitais como instrumento de participação política.

Enquanto Dilma enfatizou programas de governo - a exemplo do que ela já havia feito em seu primeiro discurso na ONU -, Obama ressaltou a importância de mais países adotarem ações para promover um governo aberto.

Os senadores americanos Robert Menendez e Marco Rubio, do Comitê de Relações Exteriores, enviaram a Dilma carta pedindo que o Brasil não vote a favor de reconhecer a Palestina na ONU.