O cheiro e o sabor inigualável da lingüiça, do pão de queijo, do tutu de feijão e do Frango com ora-pro-nóbis, entre muitas outras pedidas, derruba qualquer regime. Come-se muito bem por lá. Seja num buteco ? instituição mineira ? em sofisticados restaurantes ou nas paradas à beira da estrada.
Sem dúvida uma das melhores comidas do Brasil.
Mas além do bom prato e da excelente música, o Estado reúne muito mais aos visitantes. Incluindo um dos mais completos e preciosos tesouros barrocos do País;
Uma Capital que é verdejante mesmo sem ter mar; circuitos onde as águas termais são perfeitas para o descanso e fazendas históricas para se tomar um cremoso café com leite acompanhado de queijo de minas.
Por conta disso, Minas Gerais é um Estado para ser descoberto em muitas viagens. São ao todo 47 circuitos diferentes, nos quais o visitante pode esquecer a agitação dos grandes centros e se entregar ao desfrute. Um destino que pede um jeito mineiro de se olhar. Única forma para se conhecer a fundo todos os seus encantos que, aos poucos, timidamente, serão revelados.
Vá e volte muitas vezes.
Aqui apenas um primeiro ensaio.
Belo Horizonte
Belo Horizonte que já foi Belô e agora é tratada como Beagá, é uma metrópole com quase 2,5 milhões de habitantes mas que conserva ares de interior. Uma boa para quem quer conhecer seus prédios históricos, feiras, museus, mercados....
Primeira cidade planejada do País, foi fundada em 1897, sendo o ponto de partida para roteiros pelo Circuito do Ouro.
Estando lá a dica é começar o passeio pelo bairro da Pampulha ? onde fica o aeroporto doméstico ? que foi planejado pelo então prefeito Juscelino Kubitschek com a meta de transformá-lo num centro de diversão e lazer.
É nessa grande área, em volta do lago da Pampulha, que foi construída a igreja mais famosa da cidade, a Igreja de São Francisco de Assis, projeto polêmico do arquiteto Oscar Niemeyer, por ser considerada esteticamente ousada, com suas curvas, apresentando uma sucessão de abóbadas parabólicas que nascem do chão.
Além da imagem de São Francisco (desnudo), a igreja possui painéis, esculturas e pinturas de Cândido Portinari e Alfredo Ceschiatti, entre outros.
Niemeyer também foi o responsável pelos traços arquitetônicos da Casa do Baile, de formas arredondadas e com paredes de vidro, que fica numa pequena ilha da lagoa.
Não deixe de conhecer o Museu de Arte da Pampulha projetado para sediar o antigo cassino. Tem estilo barroco mineiro, é cheio de jardins, palmeiras, lírios e quaresmeiras. Abriga esculturas de diferentes artistas e área para espetáculos e exposições.
Termine o roteiro conhecendo o Mineirão, maior estádio de Minas Gerais.
Liberdade, Liberdade!
Saindo da Pampulha a dica é caminhar até a Praça da Liberdade, famosa por seus prédios em estilo europeu da segunda metade do século 19 que têm detalhes art nouveau e neoclássicos.
O prédio em estilo neoclássico do Palácio da Liberdade chama a atenção. No entorno ficam os prédios das secretarias de Estado com formas ecléticas.
O Museu de Mineralogia, conhecido pela população como Rainha da Sucata, também fica na Praça da Liberdade.
Saindo da Praça da Liberdade aventure-se pelo Centro, que inclui, obrigatoriamente, a Avenida Afonso Pena, uma espécie de "Paulista" mineira.
Palco de manifestações religiosas, culturais e sociais. Aos domingos a Afonso Pena é fantástica para quem adora feira livres. Abriga, em um dos trechos, uma das maiores feiras abertas da América Latina: a Feira do Artesanato.
Ali, mais de três mil artesãos vendem trabalhados em couro, metal e vidro. Evite se embrenhar nos meios das barracas com bolsas. Leve a grana no bolso.
Há outras duas feiras em Beagá: na Avenida Bernardo Monteiro, a Feira das Flores, com variadas espécies e a Feira de Comidas Típicas e Antiguidades, que oferece objetos raros de todo gênero.
Também no Centro, o Palácio das Artes é o maior complexo cultural de Minas. O projeto inicial de Niemeyer sedia três teatros, o Centro de Formação Artística, cinema, livraria e café.