Os parques verdejantes
Belo Horizonte, cercada pela Serra do Curral, conta também com imensos parques perfeitos para se descansar corpo e mente, ouvir o cântigo dos pássaros e relaxar.Destaque para o Parque das Mangabeiras, localizado bem nas encostas da serra, com mais de 2.350 mil metros quadrados sendo desses 900 mil metros quadrados de mata nativa. Um presente para todos os sentidos que conta com a beleza única da vegetação do cerrado e da Mata Atlântica.
O parque ainda oferece 30 nascentes de água e dois lago
Os mil bares e a cachaça
Cachaça é coisa série em Minas Gerais. Produto patenteado e de exportação.Com embalagens sofisticadas tal qual os melhores uísques. Muitas mais caras que os melhores escoceses.
Caso da Salinas e da Anísio Santiago que antes se chamava "Havana".
Mesmo que você não curta destilados, não deixe de apreciar a noite de Belo Horizonte, a cidade dos milhares de butecos que lá são coisa fina.
Nos bairros de Santo Antônio e São Pedro as ruas fervilham de gente bonita.
Lugares para se bater papo e apreciar o melhor da comida mineira de buteco. Que não se resume a batata frita ou carne com cebola como ocorre por aqui. Os pratos são completos, maravilhosos.
Dizem que como a praia não chegou a Beagá, seus moradores inventaram os bares, todos eles interessantes garantindo entretenimento por muitas horas. E com a melhor da MPB, já que Minas exportou para o mundo grandes compositores. Afinal, como já disse Milton Nascimento: "todo músico tem de estar onde o povo está". Assim é e será!
De povoado a metrópole
A história de Belo Horizonte remonta à época dos bandeirantes que por ali passaram em busca do ouro e das pedras preciosas. Acabaram encontrando outras riquezas naturais e fundaram o povoado de Curral Del-Rey, emoldurado pela Serra do Curral, no princípio do século XVIII.
Com a transferência da Capital de Minas Gerais, de Ouro Preto para Belo Horizonte, o progresso e a modernidade se instalaram.
Inagurada em 12 de dezembro de 1897, foi a primeira cidade planejada do Brasil.
Nasceu para ser Capital e conter toda a alma mineira, sua cultura, sua arte e as tradições do povo.
Ouro de Minas
A viagem de Belo Horizonte às cidades históricas é tranquila, segura e rápida. Coisa de uma hora.
Compõem esse roteiro vários municípios incluindo Ouro Preto, Mariana, Congonhas, Tiradentes, Sabará e São João Del Rey.
Cidades que durante muitos anos serviram para os portugueses colonialistas escoarem nosso ouro e pedras preciosas para a Corte, em Lisboa.
Esses e muitos outros municípios do Circuito do Ouro guardam importantes registros artísticos e arquitetônicos do período colonial brasileiro, muitos deles executados por dois grandes artistas da época: Aleijadinho e mestre Ataíde.
Ouro Preto
Ouro Preto dispensa maiores considerações, dada a grandeza de seu legado artístico e arquitetônico. Patrimônio Universal da Humanidade, tem como marco inicial a Igreja de Nossa Senhora de Conceição de Antônio Dias (1727), projeto de Manoel Francisco Liboa, pai de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.
Ou ele o responsável por fazer nascer na Igreja de São Francisco de Assis (1771) o Rococó. É considerada a obra-prima do escultor. A Igreja de Nossa Senhora do Rosário tem em seu traçado circular o ponto alto da arquitetura barroca mineira. Já a Igreja do Pilar é a mais rica de Minas.
Mariana
Mariana, a primeira vila de Minas no período colonial, é dotada de um conjunto arquitetônico de inegável importância, tombado como patrimônio histórico.
Composto por edificações setecentistas, possui bela produção artesanal e artística, além de manter viva a sua história em seus casarões e igrejas em estilo barroco.
Não deixe de adentrar na Igreja da Sé que recebeu um valioso e raro órgão Arp Schnitger, doado por D. João V em 1751.
Congonhas
Congonhas nasceu em 1734, fundada por mineradores portugueses. Um deles, Feliciano Mendes, acometido de grave moléstia, implorou a cura a Bom Jesus do Matosinhos. Com a graça alcançada, passou a dedicar sua vida a angariar dinheiro para a construção de um Santuário no Morro Maranhão. Lá se encontra a imagem do Senhor Morto, motivo de grande peregrinação religiosa.
A cidade conta com preciosidades barrocas, Incluindo a Basílica do Senhor Bom Jesus do Matosinhos (1757), com 12 profetas esculpidos por Aleijadinho (entre 1800 e 1805) em pedra sabão.
Tiradentes
Tiradentes oferece uma viagem no tempo aos visitantes. Que podem passear de Maria-Fumaça até São João Del Rey ou andar de charrete por suas Ruas charmosas.
Na Igreja Matriz de Santo Antonio estão belos altares em estilo Dom João V, o coro decorado com guirlandas de flores douradas e órgão rococó, de 1788.
A Igreja de Nossa Senhora do Rosário é considerada a mais antiga da cidade.
Quibebe
com Costelinha
(4 pessoas)
Chef Rubens Galdino
Quibebe: purê feito de abóbora
Para o quibebe:
2 abóboras-moranga de tamanho médio
4 ramos de alecrim
4 folhas de louro
200 g de manteiga
Sal
Papel-alumínio
Para a costelinha:
1 kg de costelinha (bem carnuda) cortada
1 colher (sopa) de urucum em pó (colorau)
1 ramo de alecrim "desfolhado"
5 dentes de alho repicados
2 cebolas médicas repicadas
3 folhas de louro
1 pimenta dedo-de-moça (fresca) repicada
100 g de banha (pode-se substituir por óleo)
2 colheres (sopa) de cheiro-verde (salsinha + cebolinha) repicados
Sal
Modo de preparo
Para o Quibebe:
Cortar as abóboras horizontalmente, de maneira a permanecerem com a parte interna voltada para cima.
Retirar as sementes das quatro partes. Temperar cada uma delas com sal, uma folha de louro, um ramo de alecrim e 50 g de manteiga.
Fechar com papel-alumínio e levar ao forno a 180ºC até que fiquem cozidas. Em uma vasilha, derramar o líquido presente dentro de cada uma delas e, com uma colher, retirar a polpa, colocando-a na mesma vasilha. Amassar tudo muito bem, até que vire um purê, o quibebe. Reservar.
Para a costelinha:
Temperar a costelinha com o colorau, as folhas de louro, a pimenta, o alecrim e o sal. Deixar descansar por 15 minutos. Em uma panela de pedra, colocar a banha e dourar as costelinhas. Acrescentar o alho e a cebola, deixando refogar por dois minutos.
Acrescentar água, até quase cobri-las, abaixar o fogo e ir acrescentando água aos poucos, caso necessário, até que cozinhem. Acrescentar o quibebe, deixar ferver por mais alguns minutos, retificar o tempero, acrescentar cheiro-verde e servir.