07 de julho de 2026
Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

FATO INÉDITO E LOUCA PAIXÃO


Dizem que somos o país do futebol, que futebol no Brasil é uma religião, mas acho que em fanatismo perdemos para ingleses, escoceses e até para os argentinos. Já falei sobre isso. Fala-se que o clássico mais feroz do planeta é o da Escócia entre Celtic e Glasgow Rangers, que envolve religião ? católicos x protestantes. Mas os mais ferrenhos dérbis devem ser na Inglaterra, como Liverpool x Manchester United, e principalmente entre West Ham e Millwall, que estão na Segunda Divisão. É difícil não ter vítima fatal quando esses times se enfrentam. O superclássico argentino ? Boca Juniors x River Plate ? é outro de arrepiar. Em uma viagem a Buenos Aires, o motorista de uma van não atendeu meu filho Marcelo, que queria conhecer La Bombonera. "Sou River", comunicou o guia turístico. No Brasil, a maior rivalidade é no Gre-Nal. Porém, fanatismo, mesmo, é na Turquia. Anteontem, o Fenerbahce empatou com o Manisapor pelo Campeonato Turco diante de quase 45 mil pessoas, mas só mulheres e crianças com menos de 12 anos. A punição é porque os hooligans invadiram o campo num amistoso contra o ucraniano Shakhtar Donetsk e o Fenerbahce pegou suspensão de três partidas, que seriam sem público. Mas a Federação Turca decidiu mudar as regras e permitir que crianças e mulheres entrassem de graça. As torcedoras foram revistadas e vigiadas por policiais também mulheres. Isso é inédito, um fato histórico, segundo Alex, ídolo do Fenerbahce. O meia brasileiro afirmou que guardará esse dia na memória para sempre.

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ALTO RISCO

No empate de domingo contra o Avaí, o Palmeiras completou o quinto jogo sem vitória e foi mantido na oitava colocação do Campeonato Brasileiro. Hoje à noite, no Canindé, o Alviverde enfrenta o Ceará, e só uma ampla reabilitação interessa. Para buscar a primeira vitória no returno, o técnico Luiz Felipe Scolari conta com a volta dos ilustres Patrik e Gabriel. Com o ambiente fervendo ? má fase do time, desavença de Felipão com torcida, alguns cartolas e o escambau, trata-se de um jogo de alto risco para o Palmeiras.

RANKING

O ranking mensal daquele instituto alemão, se não me engano, da história do futebol é complicado por demais. Já o da Fifa corresponde com a realidade. Na publicação de ontem, o Brasil aparece em sétimo lugar, sua pior posição em 18 anos. A Espanha, atual campeã do mundo e da Europa, retornou ao topo, ocupado antes pela Holanda. Não adianta argumentar que o Brasil é o único país que disputou todas as Copas, e o único que ganhou cinco títulos, porque o que vale é o desempenho do momento, como o ranking da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais). Atualmente, nossa Seleção não vai bem. Fracassou no Mundial da África do Sul/2010, Copa América de 2011 e em alguns amistosos. O máximo que conseguiu foi uma magra vitória sobre Gana, em Londres.

O BRAVO BUGRE

Com a vitória de virada sobre o Americana, o Guarani se afastou da zona de rebaixamento. Já o Americana parou nos 41 pontos e corre o risco de perder a quarta posição para Sport ou Bragantino, na rodada deste fim de semana. Com 30 pontos, o Guarani agora é o décimo-quinto colocado do Brasileiro da Série B. Na outra partida de anteontem, o Vila Nova, também fora de casa, venceu o ABC, soma 27 pontos e é o primeiro a aparecer na área da degola. O São Caetano tem 25 pontos, e no sábado faz um duelo da morte contra o Icasa, que tem 28.

TAPETÃO

Excluído do Brasileiro da Série C em primeira instância, o Rio Branco do Acre recorreu e conseguiu um efeito suspensivo que o coloca de volta na competição. A decisão afasta o Luverdense-MT até o julgamento do mérito do recurso, ainda sem data marcada.

LEILÃO

Ronaldo Fenômeno participou de um jantar beneficente com famosos em Nova York, na noite de anteontem. O ex-atacante do Corinthians posou para fotos ao lado do apresentador global Luciano Huck e doou uma camisa da Seleção Brasileira autografada por ele. A peça foi a leilão e acabou arrematada por uma empresária de Minas Gerais por 35 mil dólares.

TIMÃO/PACAEMBU

Recebo e-mails de alguns amigos lembrando que a última derrota do Corinthians no Pacaembu não havia sido em 2006, como afirmei. Na verdade, em 2010 o Timão foi derrotado pelo Atlético Goianiense, e esse ano caiu diante do Figueirense e Cruzeiro. Os queridos leitores têm razão em me corrigir, porque não expliquei direito. Eu queria dizer que o Corinthians não perdia clássico paulista no Estádio Municipal de São Paulo. A última derrota tinha acontecido no Brasileirão de 2006, para o Santos, justamente o algoz corintiano de domingo passado.

MEMÓRIA

Campeonato Brasileiro de 2006: Corinthians 0 x 3 Santos, no Pacaembu, gols de Kléber, Leandro e Zé Roberto. Árbitro: Wilson Luiz Seneme. Público pagante: 22 mil. Corinthians: Marcelo; Marinho, Marquinhos (Ramon) e Marcus Vinícius; Rosinei, Marcelo Mattos, Renato (Rafael Moura), Magrão e Roger; César e Amoroso. Técnico: Émerson Leão. Santos: Fábio Costa (Felipe); Denis, Ronaldo, Luiz Alberto e Kleber; Maldonado, Cléber Santana, André Luiz (Rodrigo Tabata) e Zé Roberto; Rodrigo Tiui e Wellington Paulista (Leandro). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

AQUELE ABRAÇO

Aquele abraço santista Beto Estevão, da Aqua Duque, e palmeirense José Afrânio Scaramucci, da Rádio Princesinha FM de Gália.