Agudos – Numa tentativa de minimizar a crise financeira que o Hospital de Agudos enfrenta, o secretário de Saúde de Agudos, Altair Francisco, declarou ontem que a prefeitura entrou em entendimentos com a Câmara para fazer uma antecipação de verba do Legislativo à instituição hospitalar.
A diretoria da Associação do Hospital de Agudos (AHA) busca a ajuda da sociedade civil, políticos e entidades para não fechar suas portas. Com uma dívida que foi se acumulando ano a ano e que chega hoje a R$ 700 mil, a crise atual é decorrente de uma série de fatores, entre eles, perda gradativa de receita.
Ontem, o secretário de Saúde declarou que o que depender da prefeitura o hospital não fechará as portas. Segundo ele, a administração já faz repasses mensais para manter o pronto-socorro municipal.
Vereadores da Câmara estudam a possibilidade de antecipar a verba do duodécimo à prefeitura. A forma ainda está sendo discutida, segundo Francisco. “O dinheiro seria antecipado referente aos meses de outubro, novembro e dezembro. Depois descontaríamos em 10 parcelas”, disse o secretário de Saúde.
O provedor Sérgio de Abreu Camargo e o gerente administrativo Alberto Alves explicam que, nos anos de 2006 e 2007, a associação pôde contar com o chamado Incentivo Estadual à Contratualização, ajuda que, a partir de 2008, foi cancelada sem qualquer comunicação por parte do Estado. A chegada de hospitais como o da Unimed e o Hospital Estadual a Bauru também contribuíram para a redução no número de internações, segundo a diretoria. Atualmente o hospital tem uma taxa de ocupação de 40%. “Para ser viável é necessário 85%”, afirma o provedor.
Além disso, a unidade cita a defasagem na Tabela de Procedimento do Sistema Único de Saúde (SUS) que, nos últimos 17 anos de funcionamento da entidade, foi reajustada apenas duas vezes, no total de 10%, para uma inflação no período acima de 500%.
A Secretaria de Saúde também pretende ajudar os diretores a procurar deputados e o governo do Estado para buscar verba de custeio para manter o hospital.