09 de julho de 2026
Nacional

Dilma defende mais rigor sobre armas nucleares

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Nova York - A presidente Dilma Rousseff cobrou ontem da comunidade internacional mais rigor na fiscalização sobre algumas nações que detenham "privilégios" e armas nucleares para fins não pacíficos. Ela se referiu à existência de arsenais atômicos em alguns países. Sem citar nomes, advertiu que eles são uma ameaça ao mundo.

Dilma sugeriu que cada governo também adote medidas efetivas de segurança, eliminando as armas nucleares do planeta, sem concessões, e que adotem esforços conjuntos para combater o terrorismo. As informações são da Agência Brasil.

"O Brasil deixou claro que um mundo no qual as armas nucleares sejam aceitas será sempre um mundo inseguro. O Brasil compartilha da preocupação mundial com a segurança nuclear??, destacou Dilma ao discursar na Reunião de Alto Nível de Segurança Nuclear durante a 66.ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. "Precisamos, sim, avançar na segurança nuclear militar. Redobremos nossos esforços em prol do desarmamento geral."

As potências nucleares, que assinaram o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), de 1 de janeiro de 1967, e que mantêm arsenais bélicos atômicos são os Estados Unidos, a Rússia, a China, o Reino Unido e a França.

A presidente alertou que a presença de arsenais nucleares é um risco permanente para a humanidade. A presidente lembrou que no Brasil há um compromisso de uso seguro e para fins pacíficos da energia nuclear. A decisão é referendada na Constituição de 1988.