09 de julho de 2026
Internacional

Brasileira some após tufão no Japão

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Tóquio - Após a passagem do tufão Roke, anteontem, pela região central do Japão, a brasileira Erika Inomata, 34 anos, encontra-se desaparecida.

Ela e outro brasileiro, o colega Marcos Kanematsu, 32 anos, caíram em um rio na cidade de Minobu, província de Yamanashi. Os dois haviam deixado o carro em uma ponte para ir ao trabalho a pé, mas não viram um vão que havia no meio do caminho.

Segundo informações do Itamaraty, Kanematsu foi resgatado na manhã de quinta no Japão, após ficar cerca de 90 minutos agarrado a um galho para não ser arrastado pela correnteza, enquanto Erika foi levada pelas águas.

O brasileiro foi transportado a um hospital local de helicóptero, mas foi liberado e passa bem, segundo informações do Itamaraty.

"Graças a Deus estou bem, saí do hospital agora. Espero que achem a Erika, que está desaparecida. Vamos rezar", postou Kanematsu em sua página em uma rede social.

O Itamaraty disse acompanhar pelo Consulado Geral do Brasil no país as buscas feitas pelos bombeiros.

Segundo a filha de Erika, Sâmara, 17 anos, as operações foram suspensas por causa da correnteza e seriam retomadas na noite de ontem (manhã de sexta no Japão).

O tufão Roke, que atingiu o Japão, deixou ao menos 11 mortos, cinco desaparecidos e centenas de feridos no centro e no norte do país. Nos últimos dias, mais de 1 milhão de pessoas foram aconselhadas deixar suas casas.

A família de Erika diz ter esperanças de que ela seja encontrada viva. "Se o Marcos foi encontrado, ela também pode ser", disse a filha.

Erika saiu de Santarém, no Pará, aos 17 anos. Depois de se mudar para o Japão, não voltou ao país e contatava a família raramente por dificuldades financeiras, segundo Sâmara, que vive no Brasil.

"Não lembro dela, do rosto dela. Às vezes, ela falava que viria me visitar. Quando soube dessa tragédia, minhas esperanças diminuíram um pouco, mas eu ainda acredito que vou conhecê-la."

A tia de Erika, Odete Jati de Alencar, 59 anos, disse que ela é descendente de japoneses e foi ao país com tios buscar emprego. Atualmente, ela trabalha em uma fábrica de plásticos.